A segunda fase do julgamento do Carandiru, que começa às 9h de hojeA segunda fase do julgamento do Carandiru, que começa às 9h de hoje no Fórum da Barra Funda (zona oeste), decidirá o futuro dos policiais acusados pelo maior número de mortes no massacre de 1992: 73 dos 111 detentos.
Caso sejam condenados, cada um dos 26 PMs pode receber uma pena de 876 anos -mas só poderão ficar presos no máximo 30 anos, de acordo com a lei vigente.
Isso acontecerá caso o júri entenda que eles são responsáveis por todas as 73 mortes.
Esse foi o entendimento dos jurados na primeira fase do julgamento, em abril. Os 23 PMs julgados na ocasião foram condenados a 156 anos de prisão por 13 mortes.
O júri entendeu que todos contribuíram igualmente para cada morte, tese da Promotoria. Eles recorrem livres.
No total, morreram no massacre 111 presos. Mas para facilitar o julgamento, o processo teve de ser desmembrado em quatro júris. Os acusados foram divididos em grupos, de acordo com os andares em que atuaram no dia.
Os que começam a ser julgados hoje eram do grupo da Rota (tropa de elite da PM) que entrou no 2º andar do Carandiru, onde foi registrada a maior parte das mortes.
Naquele andar, 30 policiais foram acusados, mas três deles já morreram. Um quarto PM também foi retirado do julgamento e só poderá ir a júri quando a Justiça julgar o pedido de alegação de insanidade mental da defesa.
Dos 26 PMs que serão julgados, ao menos nove continuam na ativa, segundo o Ministério Público. Entre os policiais que estarão no banco dos réus está o tenente-coronel Salvador Modesto Madia, que foi comandante da Rota por dez meses, entre os anos de 2011 e 2012.
Fonte: www1.folha.uol.com.br