Ituverava é a quarta melhor cidade para se viver, de acordo com IDHMEsta semana, foi divulgado o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), indicando que, no geral, as cidades brasileiras melhoraram seu padrão de vida. De acordo com levantamento, apenas 0,6% dos municípios brasileiros podem ser classificados com nota “Muito Baixa”.
Ituverava tem o quarto melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal entre os 22 municípios da região administrativa de Franca, segundo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado segunda-feira, 29 de julho, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O IDHM é um índice composto por três indicadores que mensuram o desenvolvimento humano em determinada região: vida longa e saudável (Longevidade), acesso ao conhecimento (Educação) e padrão de vida (Renda). No Atlas de 2013, o IDH foi calculado com base nos dados do Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os três indicadores que compõem o IDHM, o que mais contribuiu para a pontuação geral do Ituverava em 2013, foi o de Longevidade, com 0,841 (classificação "desenvolvimento muito alto"), seguido por Renda (0,768; "alto") e por Educação (0,697; "médio").
Para o prefeito Walter Gama Terra Júnior, os números comprovam a orientação de seu programa de governo no sentido de melhorar a rede de educação do município.
“Apesar de estarmos em uma boa posição, sabemos que vamos melhorar e, por isso estamos priorizado nossas ações e investimentos no setor de Educação”.
Cidade evoluiu
Esta é a terceira edição do Atlas da ONU, as outras duas foram divulgadas em 1998 e 2003. Nesta edição de 2013, ficou constatada a evolução de Ituverava entre 2003, na qual o município figurava na 826ª posição do ranking nacional, para 289º posição, entre os 5.564 municípios brasileiros.
As notas dos municípios da região, em âmbito nacional, colocam Ribeirão Preto como a 40ª melhor cidade para se viver, em todo o país. Neste ranking, Franca e Orlândia estão na 128ª posição; Igarapava em 249º lugar, e Ituverava na 289ª colocação. São Joaquim da Barra está na 335º posição; Aramina em 764º lugar e Buritizal na 897ª colocação. O município de Guará não obteve boa colocação, ficando na 1.362ª posição.
Índice aponta que cidades brasileiras melhoraram
De um modo geral, quase todos os municípios brasileiros melhoraram seu índice. A classificação do IDHM geral do Brasil mudou de “muito baixo”, em 1991, para “alto desenvolvimento humano”, em 2010.
Os dados foram calculados de acordo com os Censos de 1991, 2000 e 2010. Em 1991, o IDH Brasileiro era de 0,493. Em 20 anos, o Brasil cresceu 47,5% entre 1991 e 2010, segundo o Atlas.
A cidade com o IDHM mais elevado do Brasil é São Caetano do Sul, na região do ABCD Paulista, que se destaca pela fortíssima indústria automobilística. Aliás, São Paulo é o Estado com melhor IDHM geral (0,783). Entre as Unidades da Federação perde apenas para o Distrito Federal, única co m índice “Muito Alto” (0,824).
Entre os 50 municípios com pior IDHM, todos registraram evolução positiva no índice, embora permaneçam nas mesmas últimas colocações em relação aos levantamentos anteriores.
A cidade com pior IDHM em 1998, Caraúbas do Piauí (PI), tinha há 15 anos índice de 0,121, considerado “Muito Baixo”. No levantamento deste ano passou para 0,505 e mudou a classificação para “Baixo”. No entanto, ainda continua entre os 50 piores índices do país.
Em 2003, o pior IDHM foi registrado em Aroeiras do Itaim (PI), com índice de 0,208. No levantamento de 2013, a cidade passou de “Muito Baixo” para “Baixo Desenvolvimento”, com o IDHM de 0,519. Com isso, Aroeiras do Itaim deixou de figurar entre os 50 piores índices.
Como é calculado o IDHM e qual é a sua finalidade
O IDHM é um índice composto por três indicadores de desenvolvimento humano: vida longa e saudável (Longevidade), acesso ao conhecimento (Educação) e padrão de vida (Renda).
O IDHM do país não é a média municipal do índice, mas sim, um cálculo feito a partir das informações do conjunto da população brasileira em relação aos três indicadores. O IDH municipal também tem critérios diferentes do IDH global, que o Pnud – órgão ligado à Organização das Nações Unidas – divulga anualmente e que compara o desenvolvimento humano entre países.
Entre os três indicadores que compõem o IDHM, o que mais contribuiu para a pontuação geral do Brasil em 2013 foi o de longevidade, com 0,816 (classificação "desenvolvimento muito alto", seguido por renda (0,739; "alto") e por educação (0,637; "médio").
Apesar de educação ter o índice mais baixo dos três, foi o indicador que mais cresceu nos últimos 20 anos: de 0,279 para 0,637 (128%). Segundo o Pnud, esse avanço é motivado por uma maior frequência de jovens na escola (2,5 vezes mais que em 1991). No indicador longevidade, o crescimento foi 23% entre 1991 e 2010; no caso de renda, a alta foi de 14%.