ENQUETES

Estudantes do Ensino Médio: aulas sobre bullying
27/08/2013

EDIÇÃO 3043 ENQUETES: ALUNOS PAULISTAS PASSAM A TER AULA SOBRE BULLYING NAS ESCOLAS


Estudantes vivenciam, dentro da sala de aula, histórias de adolescentes que sofrem agressões

Desde a última terça-feira, 20 de agosto, cerca de 2 milhões de estudantes do Ensino Médio, matriculados em escolas estaduais do Estado de São Paulo, estão tendo aulas sobre o bullying.

Em um jogo de imaginação, os estudantes vivenciam histórias de adolescentes que sofrem agressões físicas e psicológicas. Os adolescentes se colocam no lugar de um personagem fictício para aprenderem a lidar com o preconceito e, assim, evitar o bullying. A brincadeira se baseia em um jogo conhecido como RPG, em que os participantes vivenciam experiências de outras pessoas.

A estudante Juliana Santos Candiane, aluna do 1º Ano do Ensino Médio, em uma escola da Grande São Paulo, participou do jogo em sala de aula. Ela escolheu a história de Mariana, que sofre bullying. De acordo com o jogo, a menina tem 17 anos, é ótima no skate, joga basquete e enfrenta problemas na escola. Os meninos dizem que o cabelo dela é ridículo e implicam com os piercings.

“Eu nunca passei isso na vida, mas só de ler eu já vi que deve ser barra pesada”, afirmou Juliana que se transportou para sua personagem. “Espero que a mensagem que ela trouxe não seja em vão”, completou Juliana.

Enquete
Nesta semana, a Tribuna de Ituverava foi às ruas perguntar a opinião de doze ituveravenses, sobre o assunto. Todos os entrevistados aprovaram a iniciativa do governo estadual.

“Acho interessante a iniciativa, pois cada um deve respeitar o seu próximo. Sou muito católica e, portanto, levo comigo o ensinamento de que devemos amar nosso próximo, pois somos iguais. Entendo que é preciso deixar de lado as indiferenças e parar de fazer piadas de mau gosto com as pessoas”, afirma a auxiliar administrativa Verônica Pinheiro Corrêa.

Pesquisa do Instituto mostra de 30% dos estudantes já se sentiram humilhados
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, do IBGE, quase 30% dos estudantes brasileiros já se sentiram humilhados por provocações de colegas. O filho de Cristiane Ferreira Almeida, presidente da ONG Educar Contra o Bullying, começou a sofrer na escola aos 8 anos.


O menino chegou a fazer tratamento psicológico e até a mudar de escola. Com base nesta experiência, a mãe fundou a ONG para ajudar outros pais e alunos que enfrentam o mesmo problema.

“Ele dizia que os meninos não convidavam ele para jogar futebol, a participar de outras atividades da Educação Física ou mesmo fazer parte do grupo. Um dia, ele apanhou de cinco meninas”, relata Cristiane.

“O bullying é comportamento. A gente vive numa sociedade agressiva. Se a gente quer crianças menos agressivas, a sociedade tem que ser menos agressiva, os pais têm que ser menos agressivos”, conclui a presidente da ONG.


De acordo com números do IBGE, cerca 20,8% dos estudantes admitiram praticar bullying, de alguma forma, com seus colegas.


Veja, abaixo, as opiniões:


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