ECONOMIA

Moeda dos EUA fecha em queda de 1,37%, a R$ 2,3243. Dólar fechou no menor patamar de fechamento desde 13 de agosto.
05/09/2013

DÓLAR FECHA EM QUEDA PELO 4º PREGÃO SEGUIDO




O dólar comercial fechou em queda ante o real pelo 4º dia consecutivo, no menor nível em três semanas, em um movimento liderado por investidores estrangeiros e descolado do exterior.

A moeda norte-americana encerrou a quinta-feira (5) com desvalorização de 1,37%, cotada a R$ 2,3243 para a venda. Veja a cotação

Trata-se do menor patamar de fechamento desde 13 de agosto, quando o dólar fechou a R$ 2,3107.

"O movimento de hoje está na contramão dos últimos dias e do exterior. É um forte fluxo vendedor liderado por alguns bancos estrangeiros", afirmou à Reuters o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki.

O Tesouro vendeu nesta quinta-feira 92% da oferta de 6,750 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e de Notas do Tesouro Nacional da Série F (NTN-F). Operadores ressaltaram, no entanto, que os títulos saíram com taxas mais baixas do que era o consenso do mercado antes do leilão, evidenciando um forte apetite dos investidores.

O dólar abriu em queda mas virou no momento em que o Banco Central realizou leilão de swap cambial tradicional, no qual vendeu a oferta total de 10 mil contratos com vencimento em 2 de janeiro do ano que vem. O volume financeiro foi equivalente a US$ 497,3 milhões.

O leilão ocorreu dentro do programa de intervenções diárias do Banco Central. Além disso, a autoridade monetária anunciou para sexta-feira um leilão de venda de até US$ 1 bilhãocom compromisso de recompra. A oferta ocorrerá entre as 11h15 e as 11h20, e as datas de liquidação das operações de venda e de recompra serão, respectivamente, 10 de setembro de 2013 e 2 de abril de 2014.

No mercado externo, a moeda americana ganhava força frente às principais divisas depois de dados positivos sobre o setor de serviços, de encomendas à indústria e do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que reforçam a expectativa de uma recuperação da economia americana e abrem espaço para o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) a iniciarem a redução das compras mensais de bônus, hoje em US$ 85 bilhões.

A tentativa de conter a valorização do dólar se estendeu também para outros países emergentes. O grupo dos Brics concordou em contribuir com 100 bilhões para um fundo conjunto de reserva cambial. A China injetará US$ 41 bilhões; Brasil, Índia e Rússia, US$ 18 bilhões cada um; e a África do Sul entrará com US$ 5 bilhões.

"Essa notícia favorece um pouco a percepção de menor risco por parte do investidor estrangeiro", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

Os investidores também encontraram na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) um tom mais otimista pelo Banco Central. Tanto que elevou a projeção para o câmbio, sem alterar a de inflação, além de dizer que a política fiscal está se deslocando para a neutralidade.



Fonte: g1.globo.com