O veterinário do Hospital Veterinário da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), Ricardo Lima SalomãoE preciso cuidados especiais com cães e gatos, especialmente no que se refere à higiene e à alimentação, para que donos de animais de estimação evitem desembolsar até três vezes mais dinheiro do que o necessário. O levantamento foi feito pela Abinopet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) e divulgado em uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, em julho deste ano.
O fato dos gastos poderem triplicar durante o mês se deve, principalmente, doenças que os animais podem contrair quando não estão bem alimentados ou higienizados.
No caso de cão ou gato, por exemplo, a falta de limpeza do local onde o animal dorme pode trazer pulgas e carrapatos que, além de incômodos, podem gerar gastos elevados para combatê-los. No que se refere à alimentação, ela deve ser correta e, tanto a falta quanto o acesso podem fazer mal aos bichinhos, pois os dois casos podem ser prejudiciais à saúde deles.
Alerta
O veterinário do Hospital Veterinário da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), Ricardo Lima Salomão, 28 anos, explica que cuidados com os animais não são poucos, mas também não são complexos. “Dentre os principais cuidados que se deve ter com qualquer animal de estimação, estão os relacionados à alimentação. A quantidade de ração deve sempre ser fornecida conforme a indicação contida na embalagem. Além disso, não se deve dar alimentos de consumo humano para animais, pois favorecem o surgimento de problemas periodontais, que podem provocar doenças cardíacas e favorecer a obesidade”, afirma em entrevista à Tribuna.
Outro cuidado fundamental para evitar gastos excessivos com os animais se refere à vacinação. “Ela sempre deve estar em dia, tanto em cães quanto em gatos. Os animais também devem sempre ficar em um local coberto e distante de animais de rua, que podem ser fontes de contaminação de doenças. Também é importante vermifugá-los a cada seis meses e levá-lo ao veterinário semestralmente”, ressalta.
Raças e hábitos dos animais também contribuem com aumento dos gastos
Outros fatores, como idade avançada, estilo de vida do animal e a raça também podem contribuir para que a despesa suba. “Quando se trata de fêmeas, é muito importante castrar o animal antes de entrar no primeiro cio, pois evita a possibilidade de contração do câncer de mama e diminui a probabilidade de ter infecção de útero”, destaca.
“Outra questão relevante no que se refere a gastos é a raça do animal. Antes de adquirir, a pessoa deve se informar de qual raça ele é e, se possível, até as raças dos pais, pois é uma questão que reflete na saúde do animal, já que algumas raças têm maior probabilidade de contrair determinadas doenças”, complementa o veterinário.