AGRICULTURA

Lagartas do gênero Helicoverpa
07/10/2013

ENCONTRADA A LAGARTA “HELICOVERPA” EM PLANTAÇÕES DE SOJA NA REGIÃO




A ocorrência das lagartas do gênero Helicoverpa tem preocupado os produtores do Brasil, que desde a safra 2012/13 começaram uma busca incessante de informações sobre a praga. Os encontros técnicos, dias de campo e palestras sobre seu controle são os eventos que mais atraem os produtores em todas as regiões do país.

Muito tem se falado sobre os hábitos desta praga, que já é conhecida por atacar principalmente as estruturas reprodutivas das plantas, onde é freqüentemente encontrada nas flores e nas vagens da soja. Porém, já foram encontramos em sojas na fase VE (cotilédone emergido ou recém-geminado), onde estão se alimentando desses cotilédones, que além de ser fonte nutricional de reserva, apresentam grande atividade fotossintética, causando sérios prejuízos na formação das raízes.

A importância do entendimento da praga e do manejo correto é fundamental para o sucesso do seu controle, por se tratar de uma praga polífaga (alimenta-se de várias culturas) isso se torna mais complicado.

Uma das formas para lidar com essa situação é pensando no manejo integrado de pragas, onde é preciso tomar cuidado com a utilização inadequada e às vezes desnecessária de inseticidas, pois tão importante quanto usá-los é saber como e quando usá-los, a fim de evitar a seleção de insetos resistentes. Deve-se priorizar o uso de produtos que apresentem seletividade aos inimigos naturais da praga que são extremamente importantes para o equilíbrio da população.

Sucesso no controle
Os produtores têm obtido mais sucesso no controle nos primeiros instares da praga, por isso o monitoramento constante na lavoura é indispensável. Os agrônomos Paulo André Lopes (Jaburu) e Ricardo da Silva Santos Lopes (Pizulinha), da Agro Tech, junto com o agrônomo Pedro de Lima Gambi, da empresa DuPont ressaltam a importância do manejo inicial na lavoura.

“Tudo começa com uma boa dessecação com uso de inseticidas, que deverá ser feita pelo menos 15 dias antes do plantio, visando a eliminação da praga antes da instalação da cultura. Em seguida deve-se pensar em um tratamento de sementes contra mastigadores, para uma proteção inicial da lavoura e posteriormente produtos de modos de ação diferentes ao longo do ciclo da cultura. Estar presente no campo, identificar corretamente as pragas, serão sempre as formas mais eficientes de lidar com a situação”, explica o engenheiro agrônomo Ricardo da Silva Santos Lopes.

As fotos abaixo, foram tiradas dia 26 de setembro durante visita na região de Miguelópolis, sendo que essa soja foi plantada dia 19 do mesmo mês.