BRASIL

Manifestantes protestam na praça da República, no centro, durante ato convocado em apoio a professores
07/10/2013

SÃO PAULO E RIO TÊM NOITE DE VIOLÊNCIA APÓS PROTESTOS EM APOIO A PROFESSORES




Em um dos mais violentos protestos desde as manifestações de junho, São Paulo e Rio de Janeiro registraram confrontos com a polícia e atos de vandalismo na noite de hoje.

Em São Paulo, um grupo de pessoas encapuzadas usou paus, pedras e até marretas para depredar as vidraças e caixas eletrônicos de ao menos cinco agências bancárias da região central. A maioria dos integrantes era adeptos da tática black bloc (que defendem protestos violentos) e participava de manifestações iniciadas na avenida Paulista e no Theatro Municipal, em apoio à greve na USP e dos professores no Rio de Janeiro.

No Rio, após duas horas de passeata pelo centro também em apoio aos professores, grupos de black blocs desafiou policiais militares junto à Câmara Municipal.

Por volta das 20h, cerca de cem black blocs começaram a jogar coquetéis molotov e bombas caseiras em direção ao prédio da Câmara. Vidraças foram quebradas, e o grupo tenta invadir o prédio. Funcionários usavam extintores para apagar as chamas na lateral do Legislativo municipal.

Após o início do tumulto, professores deixaram a Cinelândia por não concordarem com o protesto violento.

A violência, porém, continuou. Manifestantes incendiaram um ônibus e o Clube Militar, ambos no centro do Rio. Coquetéis molotov também foram atirados contra o prédio do Consulado dos EUA. O edifício Serrador, onde fica a sede da EBX, holding do empresário Eike Batista, teve a vidraças quebradas por pedras.

SÃO PAULO
No centro da capital paulista, os manifestantes viraram um carro da Polícia Civil na avenida Rio Branco, próximo à rua Aurora. O veículo faz parte da frota do 3º DP (Campos Elíseos).

Nas avenidas Ipiranga e Rio Branco, foram destruídas três agências do Santander, uma do Itaú e uma do Bradesco. Um McDonalds da avenida Ipiranga também foi invadido e depredado. Em um Habbibs na mesma via, os manifestantes jogaram uma bomba e ainda roubaram um extintor.

O grupo deixou um rastro de destruição por onde passou. Sacos de lixo foram amontoados e incendiados em diversas vias do centro da cidade. Os black blocs reviraram lixeiras e até tentaram roubar um colchão de um mendigo para atear fogo, mas foram impedidos pelo morador de rua.

A entrada do metrô República foi parcialmente fechada após tentativa de invasão dos manifestantes.

Em São Paulo, manifestantes também apoiavam a greve de alunos da USP, que defendem eleições diretas para a escolha do novo reitor da universidade.



Fonte: folha.uol.com.br