ESPORTE

De volta à liderança do ranking mundial, Miúra alcança recorde de partidas na Era Aberta contra sérvio e derrota suíço em todos os confrontos em 2013
08/10/2013

NADAL INFLAMA RIVALIDADE COM DJOKO E DOMINA FEDERER NO TRAJETO ATÉ O Nº 1




Em um período de pouco mais de um ano, Rafael Nadal foi do inferno ao céu. Dos sete meses parado pela lesão crônica no joelho esquerdo ao retorno à liderança do ranking mundial em oito meses, o espanhol teve atuações sensacionais, perdeu apenas quatro partidas na temporada e deixou grandes adversários sem reação. Rival eterno do Touro Miúra, Roger Federer não foi capaz de vencê-lo uma vez sequer em 2013. Por outro lado, Novak Djokovic foi o único a batê-lo (duas vezes) este ano e por isso dá a impressão de que também é o único que pode superar o atual número 1 do mundo em alto nível, no duelo que envolve os dois tenistas que mais vezes se enfrentaram na Era Aberta (desde 1968), com 38 confrontos.

- Estou de volta ao número 1 do mundo, aonde realmente pensei que nunca teria a chance de retornar. Consegui, e isso é especial para mim. Estou curtindo o fato de estar jogando uma das melhores temporadas da minha carreira e provavelmente um dos anos mais emocionantes, se não o maior, devido a várias circunstâncias. Sei que a temporada tem sido dura, mas ao mesmo tempo com muito sucesso. Comecei tarde e joguei quase todas as partidas que seriam possíveis de jogar. Estou feliz por tudo e vou tentar continuar trabalhando naquilo que me deu o sucesso durante a maioria dos torneios deste ano.

Nadal disputou 14 torneios em 2013, alcançando 13 finais e conquistando 10 títulos. A única derrota antes de uma decisão foi na estreia em Wimbledon. Perdeu no saibro do ATP 250 de Viña del Mar para Horacio Zeballos e na terra batida do Masters 1.000 de Monte Carlo para Djokovic. O sérvio ainda acabou com a invencibilidade de 26 partidas do espanhol em quadra dura ao vencer o ATP 500 de Pequim. O Miúra também tem uma vitória defendendo seu país na repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis.

O maior confronto da atualidade



Nadal e Djokovic fizeram em Pequim o 38º confronto entre os dois. Neste ano, eles bateram a antiga marca recorde do duelo entre Ivan Lendl e John McEnroe, que se enfrentaram 36 vezes, entre 1980 e 1992. O espanhol e o sérvio já se acostumaram a disputar jogos profissionalmente um contra o outro desde 2006, com 22 vitórias do Miúra e 16 de Nole.

- Eu joguei contra Rafa em diferentes pisos e em diferentes ocasiões. Existem pontos que você apenas sente que precisa usar a última gota de energia para ganhar. Às vezes sou eu que levo a melhor, outras é ele. É isso o que fazemos quando nos enfrentamos. Sempre nos exigimos até o limite. Essa é a beleza das nossas partidas e da nossa rivalidade - avaliou Djokovic.

A final do torneio chinês foi o quinto capítulo de uma série em 2013 que pendeu mais para o lado do espanhol. Djokovic derrotou Nadal em Monte Carlo, uma semana depois de o espanhol mostrar grande poder na quadra dura rumo ao título de Indian Wells. Com o resultado, o sérvio evitou que o rival conquistasse o torneio em Mônaco pela nona vez consecutiva.

O Miúra deu o troco e ainda mais com as vitórias nas semifinais de Roland Garros e do Masters 1.000 de Montreal. Teve também o triunfo na decisão do US Open, bastante comemorado pelo atual número 1 do mundo. Nole voltou a vencer o rival com o tetracampeonato em Pequim.

- Quando Novak está atuando bem, é muito difícil vencer quando você não está jogando perto da perfeição. Foi isso que aconteceu (em Pequim). Não joguei nesse nível e ele estava muito bem. Mas os três confrontos anteriores - Roland Garros, Montreal e sobretudo US Open - foram importantes para mim - comentou Nadal.

Espanhol em alta e suíço em baixa

Se Nadal teve um ano brilhante e Djokovic acabou com a festa do espanhol duas vezes, Federer passou longe de fazer o mesmo que o sérvio. O atual 7º do ranking perdeu as três partidas que fez contra o Miúra em 2013. Em Indian Wells, Roma e Cincinnati, o suíço jogou muito mal nos dois primeiros torneios e somente no último ele deu mais trabalho, até vencendo o primeiro set do jogo de quartas de final.

- Acho que o retorno dele (Nadal) foi incrível, não há dúvida sobre isso. Um ano atrás, as pessoas diziam que ele nunca voltaria a jogar tênis. E, um ano depois, é o número 1 do mundo. Assim é como as coisas mudam tão rapidamente no tênis, o que é ótimo. Estou muito feliz que Rafa provou especialmente para ele, mas também para o resto do mundo, que não se deve esquecer alguém como ele. Estou feliz por ele - parabenizou Federer, que conquistou apenas um título na temporada, o ATP de Halle, na Alemanha.

Com o suíço travando uma batalha pessoal para recuperar a boa forma, Nadal tem grande chance de superar uma marca importante do rival. Depois que conquistou o US Open pela segunda vez, o espanhol chegou a 13 títulos de Grand Slam e está a quatro de igualar o recorde de Federer (17).

Fonte: g1.globo.com