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Quatro pessoas prestaram depoimento na Delegacia da Mulher, em Goiânia. Suspeito de divulgar cenas íntimas de amante será intimado, diz delegada.
10/10/2013

POLÍCIA COMEÇA A OUVIR TESTEMUNHAS SOBRE VÍDEO SEXUAL QUE VIROU MEME




A Polícia Civil começou a ouvir testemunhas sobre o caso da jovem de 19 anos que teve vídeos íntimos divulgados em um aplicativo de celular e virou meme [termo usado para frases, imagens e vídeos que se disseminam na internet de forma viral]. Ao G1, a delegada responsável pelas investigações, Ana Elisa Gomes Martins, disse que já colheu o depoimento de quatro pessoas e pretende ouvir a garota novamente para sanar "algumas dúvidas". O suspeito de divulgar os vídeos é um jovem de 22 anos com quem ela teria um relacionamento extraconjugal.



Ana Elisa, no entanto, preferiu não divulgar o nome das testemunhas. Disse apenas que são pessoas que conhecem o casal. "Como se trata de um caso de difamação, preferimos preservar a privacidade das pessoas", afirmou. A delegada não quis divulgar o conteúdo dos depoimentos "para não atrapalhar as investigações".



O jovem suspeito de ter divulgado as imagens deve ser intimado esta semana, segundo a delegada. No entanto, ela não divulgou a data do depoimento. Procurado pelo G1, o rapaz apontado como suspeito pela vítima negou ser o autor dos vídeos e da divulgação.



Na quarta-feira (9), o advogado do rapaz, Hugo Bastos, esteve na Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) para tomar conhecimento sobre o inquérito. Ao G1, ele disse que só vai se pronunciar após se interar das denúncias.



Os vídeos onde a jovem aparece fazendo sinal de OK durante ato sexual começaram a circular em um aplicativo de celular no fim da semana passada e virou meme nas redes sociais. O símbolo, inicialmente, virou piada nas redes, com montagens de políticos e celebridades fazendo o sinal. Na sexta-feira (4), ela registrou uma ocorrência na Deam.



A garota teve a identidade, o local de trabalho e até imagens de familiares divulgados na internet. “Ela está muito abatida, em estado depressivo. No início da divulgação fizeram um print da página dela no Facebook em que ela aparece com a filha e está muito triste porque a criança também foi exposta”, diz a delegada.

De acordo com a delegada, o crime é caracterizado como difamação com base na Lei Maria da Penha porque existiu uma relação de afeto entre vítima e autor. Se for condenado, o suspeito pode pegar pena de 3 meses a 1 ano.



Fonte: g1.globo.com