Idosos de Ituverava participam de atividades físicasDe acordo com estimativa recentemente divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de brasileiros acima de 65 anos deve praticamente quadruplicar até 2060. O levantamento faz parte de uma série de projeções populacionais tendo o Censo de 2010 com base. As estimativas foram divulgadas pelo órgão no dia 16 de outubro.
Segundo o Instituto, a população com essa faixa etária deve passar de 14,9 milhões (7,4% do total), em 2013, para 58,4 milhões (26,7% do total), em 2060. Durante este período, a expectativa média de vida do brasileiro deve aumentar dos atuais 75 anos para 81 anos.
Na projeção, o IBGE apontou que as mulheres continuarão vivendo mais do que os homens. Em 2060, a expectativa de vida delas será de 84,4 anos, contra 78,03 dos homens. Hoje, elas vivem, em média, até os 78,5 anos, enquanto eles, até os 71,5 anos.
Aumento da expectativa
O motivo da expectativa de vida continuar aumentando é que além do avanço constante da medicina, as pessoas estão mais preocupadas com a qualidade de vida. Hoje é grande o número de idosos que praticam exercícios físicos, o que resulta em mais saúde e, conseqüentemente, mais anos de vida.
Em Ituverava há, por exemplo, o Centro de Convivência do Idoso, local onde são oferecidas diversas atividades físicas e de lazer gratuitas aos participantes. Elas vão desde hidroginástica, atletismo, natação, vôlei até atividades recreativas como danças e jogos de salão.
Ituverava e região
Em Ituverava, segundo o Censo de 2010, eram 3.774 idosos, sendo 1.651 homens e 2.123 mulheres. Entre eles, o maior número está na faixa etária de 65 a 69 anos, são 575 homens e 714 mulheres com essa idade. Com mais de 100 anos, a cidade possuía um homem e duas mulheres.
Segundo a estimativa do IBGE, em 2060 o número de idosos em Ituverava poderia chegar a até 15.096, o que representa cerca de 37,5% da população de hoje da cidade.
Na microrregião de Ituverava, que também abrange as cidades de Aramina, Buritizal, Guará, Igarapava e Miguelópolis, existem, segundo o IBGE de 2010, 10.263 idosos, número que pode chegar a mais de 41 mil até 2060. Ou seja, com o passar de algumas décadas, o número de idosos na microrregião será igual a população atual de Ituverava, estimada em 40.552 pessoas.
Mulheres poderão ter menos filhos e população pode deixar de crescer
Ainda segundo o IBGE, ao passo que aumentará a expectativa de vida, cairá o número de filhos por mulheres. O coeficiente, representado pela taxa de fecundidade total, é, atualmente, de 1,77 filhos em média por mulher. Em 2030, a previsão é de que o índice caia para 1,5. Segundo os especialistas, a taxa já está abaixo da considerada necessária para a reposição natural da população, que é de 2,1 filhos por mulher.
O levantamento destaca que a queda do número de filhos será registrada, inclusive, em Estados que hoje apresentam taxas superiores à média nacional, como o Acre (2,6 filhos por mulher) ou o Amazonas (2,4 filhos por mulher). Neles, o coeficiente cairá para 1,8 filhos e 1,4 filhos por mulher em 2030, respectivamente.
De acordo com o IBGE, o menor número de filhos, tendência registrada desde a década de 70, é explicada pelo adiamento da maternidade. Em 2013, as brasileiras tinham o primeiro filho aos 26,9 anos, em média. Em 2030, ele virá quase três anos depois, aos 29,3 anos.
Crescimento da população
A queda no número médio de filhos por mulher terá um impacto negativo sobre o crescimento da população brasileira. Segundo os cálculos do IBGE, o número de brasileiros vai crescer até 2042, a partir daí o número de óbitos passará a superar o de nascimentos.
Em 2060, as estimativas apontam que o país terá o mesmo número de habitantes do que 2025 (218,2 milhões). De acordo com o órgão, a população do Brasil já ultrapassou, em 2013, pela primeira vez, a marca de 200 milhões de pessoas, e deve chegar a 201 milhões até o fim do ano.