Natália Ponte, mãe do garoto Joaquim, de três anos, que foi encontrado morto no domingo passado após ficar desaparecido por quase uma semana, está recolhida na cadeia do Jardim Guanabara. A psicóloga de 29 anos chegou à unidade prisional de Franca na manhã de ontem, após prestar depoimento na Delegacia de Investigações Gerais (DIG), de Ribeirão Preto.
A viatura da Polícia Civil que transportou a mulher chegou a Franca e entrou rapidamente na cadeia. A psicóloga está sozinha em uma cela e não teve contato com as outras detentas. A transferência da presa a Franca foi feita de forma discreta para não comprometer a segurança da mulher que está sendo investigada na morte do próprio filho.
A Polícia de Franca e os carcereiros da cadeia feminina do Jardim Guanabara não comentam a chegada da mulher à cidade, devido a repercussão nacional que o caso ganhou, a Polícia teme represálias contra a psicóloga.
A mãe de Joaquim ficará recolhida em Franca pelos próximos 28 dias, prazo determinado pela justiça para que a Polícia encerre o inquérito e esclarece a morte do garoto. A prisão dela pode ser prorrogada. Durante o tempo que estará na cadeia do Jardim Guanabara, A psicóloga não terá contato com as demais detentas e provavelmente não poderá receber visitas de familiares.
A decisão nestes casos é tomada para evitar atrapalhar as investigações e não permitir que a pessoa investigada tenha informações de como andam os depoimentos de outros envolvidos, neste caso, o marido dela que também esta preso e apontado como o autor do crime.
Tranquilidade
Apesar da administração da cadeia não confirmar a presença da mãe de Joaquim na cidade, a mulher chegou tranquila e pouco falou desde sua entrada na cela. A presença dela na cadeia feminina não alterou a rotina das demais presas. O banho de sol de detenta também será feita de forma isolada. Nos próximos dias, a psicóloga deverá comparecer outras vezes na delegacia de Ribeirão Preto onde prestará novos depoimentos.
O marido dela, que também é suspeito da morte de Joaquim, também foi encaminhado para uma unidade prisional, o local não foi revelado pela Polícia Civil de Ribeirão Preto.
Fonte: www.diariodafranca.com.br