SUL-AMERICANA

Majestoso está liberado para receber mais de 20 mil pessoas (Foto: Carlos Velardi/ EPTV)
22/11/2013

CORPO DE BOMBEIROS LIBERA MAJESTOSO PARA DUELO ENTRE PONTE E SÃO PAULO




Reviravolta no `caso Majestoso´. Na última tentativa de mandar o jogo de volta da semifinal da Sul-Americana contra o São Paulo em casa, a Ponte Preta obteve sucesso e conseguiu a liberação do Estádio Moisés Lucarelli para mais de 20 mil pessoas junto ao Corpo de Bombeiros. Só falta a resposta da Conmebol para o clube campineiro confirmar a vitória na guerra de bastidores contra o Tricolor.

O novo Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), assinado nesta sexta-feira, atesta capacidade do Majestoso para receber um público de 20.970, próximo do limite exigido pelo regulamento do torneio a partir das oitavas de final. A diretoria alvinegra já enviou o documento para a Federação Paulista de Futebol, que repassou para a Conmebol. A oficialização pode sair a qualquer momento. A cúpula da Macaca, apesar de não se manifestar publicamente sobre a decisão final, já dá como certa a realização da partida em Campinas.

Para conseguir o aval dos bombeiros, a administração do estádio vai precisar alterar a logística de entrada e saída dos torcedores. Esse era o principal problema que impedia a liberação. Devido à falta de tempo para a Ponte se adequar às exigências, a segunda partida, na próxima quarta-feira, às 21h50, estava praticamente marcada para Romildo Ferreira, em Mogi Mirim.

Ambos os clubes já haviam aprovado a escolha do novo local, e o site da Conmebol, no texto da vitória alvinegra por 3 a 1 no Morumbi, havia anunciado o veto ao Majestoso e o Romildão como novo palco. A Polícia Militar também já se preparava para fazer o esquema de segurança, principalmente nas estradas. A Ponte, porém, estava disposta a não desistir e esgotou todas as possibilidades. As negociações foram intensas. Primeiro, uma tentativa de diálogo com o São Paulo não surtiu efeito. Depois, pediu ajuda para a Federação Paulista de Futebol, que chegou a enviar um grupo de engenheiros para fazer uma nova vistoria no Majestoso.

A cartada final aconteceu nesta semana. A ideia da diretoria era manter tudo em sigilo, mas o diretor das categorias de base, Francisco Carlos Marques, ainda no Morumbi, revelou que poderiam ocorrer surpresas. A declaração irritou outros dirigentes, que, cientes das dificuldades de conseguir a liberação, não queriam gerar falsas expectativas na torcida. Com sua parte feita, o clube campineiro está no aguardo de um comunicado da Conmebol para oficializar o jogo em Campinas.

A polêmica começou quando o São Paulo, assim que a Ponte carimbou a vaga às semifinais, enviou um documento à Conmebol para mostrar que a capacidade do Majestoso é inferior à exigida pelo regulamento para essa fase do torneio (20 mil). O Tricolor enxergou a brecha no laudo do Moisés Lucarelli que consta no site da Federação Paulista de Futebol, com validade até janeiro de 2014, e que aponta para 16,9 mil lugares. A estratégia é parecida com a que o clube realizou na decisão da Libertadores de 2005, quando conseguiu tirar o primeiro jogo contra o Atlético-PR da Arena da Baixada.

Do lado da Ponte Preta, o argumento era de que foi feito um redimensionamento pelo Corpo de Bombeiros de Campinas, em setembro, seguindo as novas regras de segurança nos estádios, que aumentou a capacidade total para 27.946 pessoas, entre torcedores, policiais militares, funcionários, mas, segundo a Polícia Militar, o documento é inválido, já que não passa de um projeto técnico.

Fonte: globoesporte.globo.com