O futuro de Gilson Kleina no Palmeiras finalmente está decido. Foram meses de indefinição da diretoria alviverde até que, ao final de uma longa reunião nesta terça-feira, o clube se pronunciasse revelando que o treinador continuará no cargo em 2014, ano do centenário palmeirense. As partes acertaram verbalmente, durante esta noite, a renovação por mais uma temporada.
De acordo com comunicado oficial do Palmeiras, Kleina assinará o novo compromisso já nesta quarta-feira. A equipe agendou para esta quarta, às 15h (de Brasília), uma entrevista com o treinador e o presidente Paulo Nobre para contar os detalhes sobre a prorrogação do contrato.
Técnico responsável pela queda à Série B do Campeonato Brasileiro em 2012 e pelo retorno à elite, Kleina demorou para ouvir um parecer dos seus superiores sobre a renovação do contrato que se encerra neste ano. O argentino Marcelo Bielsa chegou a ser procurado como possível substituto, mas a alta pedida assustou.
Quando procurado, Kleina foi informado de que o salário de R$ 300 mil sofreria uma redução de até 40% na próxima temporada. O treinador não gostou e deixou isso claro. O vazamento da proposta irritou os dirigentes, que se mantiveram irredutíveis até o final das negociações. O empresário de Gilson Kleina, Anderson Suave, garantiu, porém, que o salário do treinador não foi reduzido.
Kleina até se acostumou com a ideia de receber menos. Paulo Nobre usou as regras do mercado financeiro e ofereceu premiações em caso de conquistas. Os rendimentos do técnico poderiam acabar ficando maiores do que o previsto no contrato anterior. Mas a oferta tinha alguns `poréns´. Para o título do Paulistão, por exemplo, o bônus seria quase nulo.
O comandante da volta à Série A foi dormir otimista com o acerto na noite de segunda-feira, acordou sem esperanças e acabou com o emprego garantido no ano que vem.
Histórico
Kleina se comprometeu a `descascar um pepino´ em sua chegada ao Palmeiras, em setembro de 2012. Em boa fase na Série A com a Ponte Preta, deixou Campinas e assumiu o time da capital na penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, oito pontos atrás do primeiro adversário fora da zona do rebaixamento.
O início foi promissor: o Palmeiras venceu os dois primeiros jogos sob o comando do novo comandante. Uma sequência de três derrotas consecutivas, porém, diminuiu as esperanças do Alviverde, que ainda venceu outras duas vezes com Kleina, mas acabou relegado à Serie B pela segunda vez em sua história com três rodadas antes do fim.
Apesar do fracasso, o treinador foi mantido no cargo pelo então presidente palmeirense, Arnaldo Tirone, e pelo seu sucessor, Paulo Nobre, eleito em janeiro de 2013.
Kleina resistiu à eliminação nas quartas de final do Campeonato Paulista para o Santos, à queda nas oitavas de final na Copa Libertadores para o Tijuana e ao fiasco diante do Atlético-PR, também nas oitavas, na Copa do Brasil. Levou o Palmeiras de volta à primeira divisão com o bicampeonato da Segundona.
No ano do centenário, ocupará o posto de maestro com uma realidade não muito diferente da que enfrentou até aqui, de austeridade financeira e contratações modestas.
Fonte: estadao.br.msn.com