Pessoas na praia: verão exige cuidados Começa hoje, 21 de dezembro, o verão, provavelmente a estação do ano mais aguardada, devido ao clima e às férias de fim de ano. É o período para viajar, passear, relaxar e se desligar do trabalho. Porém, é importante que as pessoas não se descuidem da saúde, pois esta estação do ano esconde muitos perigos, já que uma série de doenças se torna mais freqüente no verão.
Para garantir boa saúde nesta época, a Tribuna de Ituverava traz informações sobre as doenças mais frequentes e os meios mais eficazes para evitá-las.
Desidratação
Aparece quando a pessoa ingere menos líquido do que o corpo perde. Começa com sintomas leves, como mal-estar e dor de cabeça, mas nos casos mais graves pode até matar por insuficiência renal. A ocorrência de desidratação é maior no verão porque as pessoas suam mais no calor, o que exige que bebam mais líquidos, especialmente água e sucos. É importante, no entanto, que se evite a cerveja e a refrigerante, pois o primeiro possui efeito diurético, o que faz com que a pessoa perca água pela urina, enquanto o segundo não é bem absorvido pelo organismo.
Insolação
A insolação, exposição exagerada ao sol, pode causar queimaduras na pele e desidratação, pelo excesso de suor. Em casos mais graves, a temperatura muito alta prejudica o funcionamento do organismo. Para evitar este problema é importante que as pessoas, além de se hidratar, evitem a exposição ao sol no horário mais quente, que é das 10h às 16h.
Brotoeja
As pequenas bolhas que surgem na pele, chamadas brotoejas, são mais comuns em crianças, na região do pescoço e das axilas. Manter cuidados básicos de higiene e passar protetor solar sempre que a criança ficar exposta ao sol são os meios mais eficazes para evitar o problema.
Micoses
As micoses nada mais são do que fungos que proliferam na pele, principalmente na virilha e entre os dedos do pé. Causam irritação e coceira. Dependendo da ferida, pode provocar até infecção. As micoses podem ser transmitidas pela areia ou pelo piso em torno da piscina, mas o cloro na água impede que o fungo passe de pessoa para pessoa. Secar bem o corpo depois de sair do banho, principalmente a virilha e os pés é uma forma eficaz para evitá-las.
Bicho geográfico
O bicho geográfico é um protozoário que penetra na pele e se alimenta de camadas internas, causando dor e coceira. É comum em cães e gatos e pode ser transmitido para humanos quando pisamos nas fezes dos animais ou perto delas.
Otite
É uma inflamação do ouvido, geralmente da parte mais externa, o duto auditivo. A água que entra no ouvido provoca irritação e pode conter também fungos e bactérias infectantes. Como as pessoas nadam mais, aumenta a probabilidade de que entre água, contaminada ou não, no ouvido. Se entra água no ouvido, é preciso tirá-la logo. Cotonetes são recomendados para secar o ouvido. Álcool não é recomendado, pois irrita a região. Usar bolinhas de silicone no ouvido durante o banho de piscina ou de mar evita que entre água.
Conjuntivite
É uma inflamação na conjuntiva, membrana que reveste os olhos. Pode ser uma irritação causada pelo sal do mar ou pelo cloro da piscina. Também pode ser transmitida por bactérias na água. Existe também a conjuntivite viral, que é comum o ano inteiro. Usar óculos de natação e lavar os olhos depois de nadar são dicas úteis. Também é preciso evitar contato com pessoas já infectadas.
Hepatite A
É uma inflamação no fígado, provocada por um vírus. Das três formas da hepatite, essa é a que menos mata, mas também deixa seqüelas no órgão. O vírus pode ser transmitido pela água ou até pelos alimentos, em lugares com saneamento básico ruim. Não é propriamente uma doença sazonal, mas esses fatores aumentam o risco de transmissão no verão. Existe uma vacina que pode ser tomada a partir de um ano de idade, mas ela não é oferecida pela rede pública. Além disso, a água consumida deve ser clorada ou fervida. Também é fundamental lavar bem as mãos antes das refeições, o que, inclusive, previne contra infecções intestinais.
Dengue
É uma doença causada por um vírus, o Aedes aegypti, que provoca, entre outros sintomas, náusea, vômito e cansaço. Em sua forma mais grave, a dengue hemorrágica, pode levar à morte. O mosquito que transmite o vírus precisa de água parada para se reproduzir. No verão, as chuvas aumentam o número de criadouros. A maneira mais eficaz de prevenir a doença é impedir a reprodução do mosquito, eliminando recipientes que acumulem água.