Casal se preocupa com dívidas: número de inadimplentes caiu 0,4% no Brasil Seguindo a tendência nacional, Ituverava registrou uma pequena queda no índice de inadimplência em 2013 se comparado ao ano anterior. Em 2012, segundo a Associação Comercial e Industrial de Ituverava (ACII), entre janeiro e novembro, 2.747 nomes foram incluídos na lista de inadimplência Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). No mesmo período do ano passado, o número teve uma pequena queda, passando para 2.725, ou seja, 0,8%, índice um pouco maior que o nacional, que é de 0,4%.
Os números de dezembro não foram levados em conta porque os de 2013 ainda não foram divulgados.
Em contrapartida, o ano passado registrou menor índice de exclusão de nomes do SCPC. Em 2012, 2.033 pessoas foram excluídas do cadastro do SCPC, número que caiu para 1.854 no ano passado.
Ainda de acordo com o levantamento da ACII, ocorreram 38.603 consultas de crédito em 2012, enquanto em 2013 foram 35.463. O número de consultas de cheques também caiu, passando de 24.941 em 2012 para 20.049 em 2013.
Estatísticas
2013
Inclusão de nomes no SCPC: 2725
Exclusão de nomes no SPC: 1854
Consultas de crédito: 35.463
Consultas de cheques: 20.049
2012
Inclusão de nomes no SCPC: 2.747
Exclusão de nomes no SCPC: 2.033
Consultas de crédito: 38.603
Consultas de cheques: 24.941
2012
Inclusão de nomes no SCPC: 2.747
Exclusão de nomes no SCPC: 2.033
Consultas de crédito: 38.603
Consultas de cheques: 24.941
2013 registrou aumento de 4,12% nas vendas de varejo
As vendas a prazo no varejo cresceram, em média, 4,12% em 2013 em relação a 2012, de acordo com informações divulgadas dia 14 de janeiro, pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Sistema de Proteção ao Crédito (SPC). O resultado ficou abaixo da expectativa da CNDL, que era de um crescimento de 4,5%.
Em dezembro, houve crescimento de 28,65% se comparado a novembro. O SPC Brasil considera o número "fraco" para o período porque em dezembro de 2012 as consultas para vendas a prazo haviam crescido 32,28% em relação ao mês anterior.
Na comparação com dezembro de 2012, o aumento das vendas no varejo no último mês de 2013 foi de 2,9%. A CNDL aponta que o resultado é reflexo de um resultado modesto do Natal e da alta de juros, que impacta no custo dos financiamentos de bens no comércio.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Índice de inadimplência no Brasil teve queda no ano passado
O índice de inadimplência do consumidor no Brasil caiu 0,4% em 2013, em relação a 2012. É o que aponta a apuração feita pela Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
No entanto, a única região do país a registrar, de fato, queda na inadimplência foi a Sudeste, com 3,4%. Por movimentar grande parte da economia do Brasil, a região Sudeste acabou conseguindo puxar o indicador geral para baixo.
Porém, todas as demais regiões tiveram aumento no índice de inadimplência. A maior foi registrada no Nordeste, onde o aumento foi de 7,2%, seguida pelo Norte (4,7%), Centro-Oeste (2%) e Sul (0,4%).
De acordo com a Boa Vista Serviços, a continuidade do aumento do rendimento real, o baixo desemprego e o efeito da queda dos juros são os fatores que levaram ao recuo na inadimplência em 2013. A instituição também credita a diminuição à maior seletividade na concessão de crédito por parte dos credores e um cenário de consumidores mais cautelosos.
Varejo
Quando considerado apenas o setor de varejo, o indicador apresentou queda de 1,2% em 2013, ente 2012, com destaque para queda de 5,4% nos registros de inadimplência na região Centro-Oeste.
Diretor do Procon de Ituverava analisa índices do município
Odiretor do Procon em Ituverava, o advogado Marcelo Spósito Machado explicou sobre os motivos que levaram à queda do número de exclusões de nomes do SPC em 2013 se comparado a 2012. “A diminuição pode ter sido causada por dois fatores: primeiro, reflexo do próprio endividamento da população (consumismo), que corrói os salários, de tal forma que a pessoa passa a priorizar alguns pagamentos em detrimento de outros, situação que se perpetua até que ela consiga saldar todos os débitos e, assim, retirar seu nome dos órgão de proteção ao crédito Nesta situação, o consumidor há de ser muito disciplinado, pois não poderá contratar novas dívidas, sob pena de continuar inadimplente por absoluta falta de dinheiro para honrar os compromissos assumidos”, explica.
“A segunda possibilidade seria a própria dificuldade que o consumidor encontra para saldar suas pendências financeiras. As informações e dados de contato dos credores são precários, sendo certo que, na maioria dos casos, não é fornecido à pessoa um telefone de contato, pelo qual ele possa negociar seu débito. Aqui, é bom esclarecer que, expirado todos os meios para localizar o credor, pode o consumidor ajuizar uma ação de consignação em pagamento, por meio da qual o pagamento será em Juízo e a quitação será feita por sentença”, afirma.
No caso da SERASA, segundo Machado, a situação se torna ainda mais complicada. “Isso porque o escritório mais próximo de Ituverava é em Ribeirão Preto, e não são fornecidos dados por telefone, devendo o consumidor comparecer pessoalmente ou pedir uma certidão via Correios. Tudo muito demorado e burocrático, o que às vezes foge da esfera de conhecimento das pessoas mais humildes e desinformadas”, destaca.
Cenário nacional
Ainda de acordo com ele, o cenário de inadimplência em Ituverava não é diferente do que acontece em outras cidades brasileiras. “É um dado importante e alarmante. Entendo que, independente do tamanho da cidade, seja ele econômico ou populacional, uma taxa de inadimplência alta prejudica o comércio com um todo, que deixa de auferir lucro, frustrando eventuais expansões e contratação de mão-de-obra. É um circulo vicioso. Mais endividamento da população, menos vendas, lucros, crescimento, empregos”, destaca.
“A liberação do crédito aliado ao consumismo irracional pode levar o consumidor à insolvência. Por isso, ele deve refletir antes de adquirir produtos ou serviços e fazer perguntas simples, como: eu preciso mesmo disso agora ou estou sendo levado por modismos? Posso pagar mais uma prestação sem colocar em risco minha própria subsistência ou de minha família? Não é mais viável juntar uma determinada quantia por mês até que eu possa pagar à vista? Em fim, não haja por impulso. Como diz minha mãe Maria, ‘cabeça que não pensa, coração padece’. Reflita para não sofrer depois”, completa.