GERAL

A cantora Cláudia Leitte que gravou a música-tema para a Copa do Mundo: ela é um símbolo da força que a mulher brasileira possui até mesmo no futebol
08/03/2014

DIA INTERNACIONAL DA MULHER É COMEMORADO HOJE


Data relembra uma manifestação feita por mulheres, em busca de melhores condições de trabalho

Por séculos, a mulher foi muito injustiçada, sofreu grandes atrocidades, teve os seus direitos deixados de lado e viveu à mercê de uma sociedade extremamente machista. Aos poucos, ela finalmente conseguiu fazer-se ouvida e alcançou alguns direitos fundamentais, que nunca deveriam ter sido ignorados.

Neste sábado, 8 de março, mulheres do mundo todo comemoraram a conquista de seus direitos e o reconhecimento que finalmente alcançaram. Porém, o Dia Internacional da Mulher não traz apenas motivos para comemoração.

Apesar da conquistas, a mulher ainda não tem todos os direitos que merece. Mesmo com uma presidente da República e várias mulheres em posição de destaque em todos os escalações, sociais e políticos, o sexo feminino ainda é vítima de uma sociedade machista, que muitas vezes a enxerga como um objeto sexual. Além disso, mesmo em pleno século XXI, ela muitas vezes ganha menos que o homem para executar a mesma função e, em muitas empresas, nunca conquista postos de lideranças, mesmo tendo capacidade para ocupar tal cargo.

Conscientização
Mais do que uma data comemorativa, o dia 8 de março é um momento propício para propor um ampla discussão que possa conscientizar sobre à diminuição do preconceito contra a mulher.

Afinal, é luta pela igualdade que o Dia Internacional da Mulher foi instituído, no dia 8 de março de 1857, dia em que operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte-americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve.

Elas ocuparam a fábrica para reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho de dezesseis para dez horas, equiparação de salários com os homens, que ganhavam até três vezes mais para executar o mesmo tipo de trabalho, e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas na fábrica, que foi incendiada.

Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, em um ato totalmente desumano.

Porém, em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Brasil
No Brasil, a mulher demorou a conquistar alguns dos direitos mais importantes de um cidadão. Somente no governo do presidente Getúlio Vargas, com a reforma da constituição em 1932, as mulheres brasileiras ganharam os mesmos direitos trabalhistas que os homens, conquistaram o direito ao voto e a cargos políticos dos Poderes Executivo e Legislativo.


Ainda no Brasil, há poucos anos, foi aprovada a Lei Maria da Penha, como resultado da grande luta pelos direitos da mulher, garantindo que elas não sejam mais vítimas de violência doméstica. Pela Lei, a agressão – física ou verbal – às mulheres pode resultar em multas ou até mesmo prisão do agressor.

Globo terá programação especial no Dia da Mulher
No Dia Internacional da Mulher haverá muitas homenagens. Uma delas será da, Rede Globo, que terá programação especial em comemoração à data. Pela primeira vez, haverá duas mulheres na bancada do Jornal Nacional. Além de Patrícia Poeta, que já comanda o programa normalmente, William Bonner será substituído por Sandra Annenberg.

Ao longo do dia todos os programas da emissora farão menção à data. O Jornal Hoje será apresentado nesse dia por Renata Capucci e Cris Dias substituirá Tiago Leifert no Globo Esporte.

Marcos das Conquistas


das Mulheres na História

1788: o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres.

1840: Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.

1859: surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres.

1862: durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia.

1865: na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.


1866: no Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas


1869: é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres


1870: na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina.


1874: criada no Japão a primeira escola normal para moças


1878: criada na Rússia uma Universidade Feminina


1901: o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres


1932: mulheres passam a votar, a ter direitos trabalhistas e a poder ter cargos políticos dos Poderes Executivo e do Legislativo


2006: criação da Lei Maria da Penha, no Brasil