Sem ter nenhuma equipe nas duas principais divisões do futebol brasileiro, a moderna Arena é mais uma das candidatas a se tronar um “elefante braço” de alto custoA Arena Amazônia está sendo construído da cidade de Manaus, estado do Amazonas, mesmo local do Estádio Vivaldo Lima. Será uma das 12 sedes da Copa do Mundo Fifa de 2014 e foi inaugurado no último domingo, dia 9 de março. O arquiteto autor do seu projeto é Ralf Amann, do escritório alemão GMP.
O novo estádio deverá ser poliesportivo, com cobertura retrátil e capacidade estimada em torno de 42.377 pessoas. O custo da construção está estimado em R$ 669 milhões, dividido em 25% para o Governo Estadual do Amazonas e 75% financiado pelo BNDES, ao governo federal pelo projeto PróCopa. A empreiteira Andrade Gutierrez, que venceu a licitação, construiu o estádio.
A inauguração e a primeira partida ocorreram no último domingo, entre o Nacional, do Amazonas contra o Remo, do Pará. O jogo foi válido pela Copa Verde 2014 e ficou empatada em 2 a 2. O primeiro gol marcado na nova arena foi do zagueiro Max, do Remo, aos 32 minutos da etapa inicial. Na Copa do Mundo, a Arena Amazônia receberá quatro jogos, na fase inicial do torneio.
Amazonas será o único estado que sediará uma sede da Copa do Mundo na região Norte. Como Manaus não tem equipes atuando nas duas principais divisões do futebol brasileiro, o moderno estádio é mais um dos candidatos a se tronar um “elefante branco”.
Projeto
Com arquitetura inspirada na de acordo com premissas de sustentabilidade e localizado estrategicamente entre o Aeroporto Internacional de Manaus e o centro histórico da capital amazonense.
Além das arquibancadas, haverá camarotes, elevadores, quatrocentas vagas para estacionamento subterrâneo, acessibilidade para portadores de necessidades especiais, restaurantes, sistema de aproveitamento de água da chuva, estação de tratamento de esgoto e ventilação natural para redução do consumo de energia.
As obras da Arena Amazõnia ainda não estão totalmente acabadas. O entorno da Arena ainda precisa ser concluído, motivo pelo, a inauguração foi marcada por falhas e problemas.
Sustentabilidade
Com a meta de tornar a Arena Amazônia a primeira edificação do Amazonas a obter a certificação Leed (sigla em inglês para Liderança em Energia e Design Ambiental) concedida pelo Green Building Council para construções verdes, o projeto da arena atendeu exigências ambientais desde a etapa de demolição, como o reaproveitamento de 95% dos materiais removidos e demolidos do antigo Estádio Vivaldo Lima. O projeto do estádio previa a construção de uma estrutura metálica similar à de um cesto de palha típico da região, que protegerá a parte externa das arquibancadas.
A água da chuva será armazenada para uso posterior nos banheiros ou para a irrigação do gramado. Já a luz solar, abundante nesta parte do país, deverá gerar energia limpa e renovável. Algumas paredes vegetais contribuirão para a redução dos gastos de energia e, sobretudo, para o controle da temperatura dentro do estádio.