Carandiru (Foto: Arquivo/Diário de S. Paulo)Começam a ser julgados a partir das 9h desta segunda-feira (17) mais dez policiais e ex-policiais militares envolvidos no episódio que ficou conhecido como massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 detentos do presídio da Zona Norte de São Paulo, em 2 de outubro de 1992.
No total, 12 policiais haviam sido apontados como responsáveis pelas mortes, mas dois já morreram.
O julgamento que terá início nesta manhã no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, corresponde ao quarto bloco de réus, que seriam os policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) que, naquela ocasião, atuaram no 5º andar do Pavilhão 9 do presídio. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), eles serão julgados pela morte de dez detentos e três tentativas de homicídio no último andar do pavilhão.
A quarta etapa ocorrerá antes da conclusão da terceira, que teve início no dia 18 de fevereiro, mas foi cancelada em seu segundo dia, após o advogado de defesa dos réus, Celso Vendramini, abandonar o plenário. A Justiça ainda ainda não remarcou a data.
À época, Vendramini justificou o abandono do júri e reclamou do comportamento do juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo. Segundo o defensor, Camargo o chamou de mal-educado no meio do julgamento. "Eu já percebi que estavam havendo muitos erros por parte do magistrado", disse Vendramini. Ele afirma que entrará com uma representação pedindo a mudança do juiz.
Os promotores disseram que não tiveram nenhum contato com os jurados, assim como os defensores. Eles afirmaram que vão entrar com uma representação na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra a atitude do advogado. O promotor Eduardo Olavo Canto Neto falou sobre o cancelamento do júri. “Lamentamos profundamente.
Foi uma afronta, um desrespeito à lei”, disse.
Fonte: g1.globo.com