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O instrutor surdo da FFCL, Marcos Antônio Galdeano
17/03/2014

RECONHECIMENTO DE LIBRAS COMO IDIOMA COMPLETA 12 ANOS


FE de Ituverava oferece a disciplina de Libras, com intuito de capacitar alunos para interagirem com surdos

No dia 24 de fevereiro, completou 12 anos, o reconhecimento com oficialmente brasileira a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Nesta data, é lembrada a língua que permite que as pessoas que não possuem o sentido da audição – responsável pela percepção de sons, fala e capacidade de emitir sons inteligíveis – se comuniquem, formando palavras através de sinais.

Por muito tempo, os surdos foram vítimas de preconceito, pois não se comunicam através da forma convencional, e ficavam isolados. Porém, com o passar dos anos eles conseguiram maior respeito da sociedade, o que levou à criação da Língua Brasileira de Sinais (Libras), em 1857.

Hoje, a Libras já é mais difundida do que no surgimento, porém, o surdo ainda enfrenta dificuldades, pois em muitos locais e repartições públicas ainda não existem pessoas qualificadas para se comunicar com eles.

O resultado disso, é que ele acaba não recebendo o atendimento devido, onde deveria ser tratado com respeito e dignidade, como qualquer outra pessoa.

Existem, no entanto, algumas áreas – como a de Educação e a de Cultura – que tratam o surdo com o respeito que ele merece.

Psicologia
Em Mato Grosso do Sul já está sendo proposto um projeto que funcionará através de uma parceria entre o Conselho Regional de Psicologia e a Secretaria de Estado de Educação. O intuito é capacitar os psicólogos, fazendo com que aprendam a Língua Brasileira de Sinais para que possam atender os pacientes surdos.

Ituverava
No município, a Fundação Educacional de Ituverava é um exemplo de cidadania. Em 2005, um decreto determinou que a Libras fosse incluída como disciplina nos cursos superiores de Educação Especial, Fonoaudiologia, Pedagogia e Letras.

A FE, no entanto, não se restringiu aos cursos exigidos e adotou a Língua Brasileira de Sinais como disciplina em todos os seus cursos de licenciatura: Ciências Biológicas, História, Letras, Matemática e Pedagogia. As aulas, que ainda contam com presença do interlocutor surdo Marcos Galdiano, são ministradas pela professora Alessandra Pereira do Nascimento.

Segundo ela, a disciplina é importante porque capacita futuros professores para que saibam o lidar com pessoas surdas.