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Brasil ficou em 38º lugar entre 44 países. Pisa avaliou pela primeira vez capacidade de resolução de problemas.
01/04/2014

BRASIL FICA ENTRE ÚLTIMOS EM TESTE PARA ESTUDANTES RESOLVEREM PROBLEMAS




A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta terça-feira (1º) o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) que pela primeira vez avaliou a capacidade dos estudantes do mundo todo em resolver problemas de matemática aplicados à vida real. O Brasil ficou em 38º lugar – num total de 44 países (veja o ranking completo ao final desta reportagem).

O resultado mostrou ainda que só 2% dos alunos brasileiros conseguiram resolver de matemática mais complexos. Entre os estrangeiros este número chegou a 11%.

No caso do Brasil, os meninos tiveram desempenho melhor que as meninas no teste. Os rapazes somaram 436 pontos contra 412 das moças.

Os últimos da lista foram Uruguai, Bulgária e Colômbia. Os países líderes são todos asiáticos: Cingapura, Coreia do Sul e Japão.

As habilidades não cognitivas foram testadas pela primeira pelo Pisa que é um exame reconhecido mundialmente por avaliar o desempenho dos estudantes em matemática, ciências e leitura. O Pisa é aplicado a cada três anos em alunos de 15 anos, faixa etária em que concluem o ciclo básico de ensino.

O último resultado foi divulgado em dezembro. Nas três disciplinas o Brasil teve desempenho abaixo entre os países da OCDE. Em matemática ficou em 58º lugar (foram 65 países analisados), foi o 55º em leitura e 59º em ciências.

MEC quer investir no ensino médio inovador
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Francisco Soares, disse em entrevista ao Bom Dia Brasil, que o governo quer investir na qualidade do ensino e aumentar a participação das escolas em um programa criado em 2009, que promove melhoria no currículo escolar e amplia a carga horária. "Há um programa que é o Ensino Médio Inovador, onde essa questão de ser capaz de resolver os problemas concretos que a vida coloca está no centro do projeto pedaógico", diz Chico Soares.

Na semana passada, o Ministério da Educação anunciou a criação em parceria com o Instituto Ayrton Senna de estudo de pós-graduação para cursos no Brasil e no exterior para formar pesquisadores e professores que estudem os impactos das competências socioemocionais, como otimismo, responsabilidade, determinação e curiosidade, no aprendizado dos alunos.

Os detalhes das bolsas, como o número que será disponibilizado, os valores, tempo de permanência e perfil de quem poderá ser beneficiado será definido em edital da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal do Ensino Superior (Capes) que será publicado em até 90 dias.

O ministro da Educação, José Henrique Paim, afirmou que os estados e municípios que promoverem iniciativas que valorizem as competências socioemocionais dos alunos poderão recorrer a financiamentos do governo federal. "É um tema novo não é só no Brasil. Essa temática precisa ser estimulada em vários aspectos, seja na pesquisa, para formar massa crítica, seja no aspecto que envolve avaliação e implantação de políticas. Queremos também incentivar iniciativas que alguns estados têm, aquilo que o ministério achar condizente, vamos financiar."

No total, foram avaliados 85 mil alunos de 15 anos em 44 países (veja a lista completa abaixo).

1º) Cingapura - 562 pontos


2º) Coreia do Sul - 561


3º) Japão - 552


4º) China/Macau - 540


5º) China/Hong Kong - 540


6º) China/Xangai - 536


7º) China/Taipé - 534


8º) Canadá - 526


9º) Austrália - 523


10º) Finlândia - 523


11º) Reino Unido - 517


12º) Estônia - 515


13º) França - 511


14º) Holanda - 511


15º) Itália - 510


16º) República Checa - 509


17º) Alemanha - 509


18º) Estados Unidos - 508


19º) Bélgica - 508


20º) Áustria - 506


21º) Noruega - 503


22º) Irlanda - 498


23º) Dinamarca - 497


24º) Portugal - 494


25º) Suécia - 491


26º) Rússia - 489


27º) Eslováquia - 483


28º) Polônia - 481


29º) Espanha - 477


30º) Eslovênia - 476


31º) Sérvia - 473


32º) Croácia - 466


33º) Hungria - 459


34º) Turquia - 454


35º) Israel - 454


36º) Chile - 448


37º) Chipre - 445

38º) Brasil - 428
39º) Malásia - 422


40º) Emirados Árabes - 411


41º) Montenegro - 407


42º) Uruguai - 403


43º) Bulgária - 402


44º) Colômbia - 399

Fonte: g1.globo.com