BRASIL

Prefeito Eduardo Paes (PMDB) definiu a ocupação do terreno como `uma invasão profissional´
11/04/2014

REINTEGRAÇÃO DE POSSE NO RIO TEM CONFRONTO ENTRE PMS E OCUPANTES




RIO - Quarenta oficiais de Justiça e pelo menos 1600 policiais militares participam da desocupação de quatro prédios da operadora de telefonia Oi, ocupado desde a madrugada de 31 de março por cerca de 5 mil pessoas, no Engenho Novo, zona norte do Rio. A operação começou por volta das 5h e é marcada por confronto entre os PMs e parte dos moradores, que resistem atirando pedras nos policiais - alguns dos invasores, inicialmente, saíram pacificamente.



Um carro da Polícia Militar (PM), um ônibus e os quatro prédios abandonados pela companhia telefônica Oi estão pegando fogo. Os quatro prédios invadidos estão sendo incendiados pelos invasores, como forma de atrapalhar a ação policial. O Corpo de Bombeiros tenta debelar as labaredas. Os pontos de incêndio se alastram para outros locais além da favela. De acordo com o Centro de Operações do Rio, a Avenida Dom Helder Câmara está interditada nos dois sentidos por causa de um caminhão que pega fogo no local.



Os policiais jogaram bombas de efeito moral, mas não conseguem entrar no terreno de 50 mil metros quadrados. A ação policial cumpre decisão da juíza da 6ª Vara Cível da Comarca Regional do Méier, Maria Aparecida Silveira de Abreu, que deferiu liminar para reintegração de posse do imóvel.



No início da manhã, uma retroescavadeira iniciou a derrubada dos casebres de madeira e papelão erguidos às pressas pelos invasores. Há dois dias, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) definiu a ocupação do terreno como "uma invasão profissional".



"Não conheço favela nenhuma da Telerj e, sim, uma invasão com todas as características que uma invasão profissional pode ter. É um movimento organizado, com pessoas que estão ali loteando, demarcando. Pobre que é pobre, que precisa de casa, não fica demarcando, não aparece com madeirites marcando número", afirmou Paes.

Fonte: estadao.br.msn.com