CIDADE

Derretimento de geleiras tem sido apontado por muitas pessoas como conseqüência do aquecimento global
14/04/2014

ONU ANUNCIA QUE AQUECIMENTO GLOBAL DEVERÁ TER IMPACTO GRAVE


Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas foi apresentado na última semana

Através de relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou, na última semana, que o impacto do aquecimento global será grave, abrangente e irreversível. Segundo o relatório, até agora os efeitos do aquecimento são sentidos de forma mais acentuada pela natureza, no entanto, o impacto será cada vez maior sobre a humanidade.

Segundo a ONU, mudanças climáticas vão afetar a saúde, habitação, alimentação e segurança da população no planeta. O texto afirma que a quantidade de provas científicas do impacto do aquecimento global dobrou desde o último relatório, lançado em 2007.

"Ninguém neste planeta ficará imune aos impactos das mudanças climáticas", disse o diretor do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, Rajendra Pachauri.

Relatório
Segundo o relatório, nos próximos 20 a 30 anos, sistemas como o mar do Ártico estarão ameaçados pelo aumento da temperatura em 2 graus Celsius. O ecossistema dos corais também pode ser prejudicado pela acidificação dos oceanos.

Na terra, animais, plantas e outras espécies vão começar a "se deslocar" para pontos mais altos, ou em direção aos pólos.

Outro ponto levantado pelo relatório é a insegurança alimentar. Algumas previsões indicam perdas de mais de 25% nas colheitas de milho, arroz e trigo até 2050. Enquanto isso, a demanda por alimentos vai continuar aumentando com o crescimento da população, que pode atingir nove bilhões de pessoas até 2050.

Professora de Meteorologia afirma que há duas vertentes sobre o tema
E Entrevistada pela Tribuna de Ituverava, a professora de Meteorologia da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), Anice Garcia, pede cautela sobre o tema. “Há duas vertentes de pensamentos nesse assunto. Aqueles que concordam que é um aquecimento global e que o principal causador são ações antrópicas (causadas pelo homem) e aqueles que acreditam que é um ciclo, e que em algum tempo tudo se normalizará”, explica.


“O complicado é que os dois lados dessa tese têm pesquisadores muito capacitados e competentes, defendendo os seus pontos de vista, com argumentos fortes e válidos”, ressalta.

Variabilidades climática
Ainda segundo ela, o que ninguém discorda é que a Terra passa por variabilidades climáticas, sejam elas permanentes ou temporárias. “Essa instabilidade climática, com certeza, não ajuda nos modelos de previsão climática. E quando se pensa que as previsões feitas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas são para 50 ou 100 anos, fica mais complicado ainda”, defende.

“O relatório não traz verdades incontestáveis, e sim previsões. Ele analisa quais são os possiveis cenários futuros frente às causas naturais e antrópicas que estão causando a instabilidade climática atual, e qual a probabilidade – com confiança alta, média ou baixa – de acontecerem. Então, os efeitos dessas mudanças podem ser mais ou menos preocupantes, dependendo do nosso comportamento a partir de agora”, enfatiza.

Atitudes
Segundo a professora de Meteorologia, independente de o aquecimento global ser ou não real, existem algumas iniciativas que podem ser benéfícas para o planeta. “As medidas propostas vão desde a melhoria da eficiência energética e das fontes mais limpas de energia, agricultura e silvicultura sustentáveis, bem como a proteção de ecossistemas para o armazenamento de carbono”, lembra.

“Mas mesmo que acreditemos que é um fenômeno natural e que seja somente um ciclo, a adoção de medidas para minimizar a reduzir consumo de energia e diminuir a poluição do ar, só trará bem a nós e ao meio ambiente”, conclui Anice.





Argumentos que defendem o aquecimento global






Aumento da emissão dos gases do efeito estufa - causado, principalmente, pelo aumento do uso de combustíveis fósseis (gasolina e diesel). Os principais gases que favorecem o aquecimento global são: Dióxido de Carbono (CO2), Gás Metano (CH4), Óxido Nitroso (N2O), Perfluorcarbonetos, Hexafluoreto de Enxofre (SF6) e Hidrofluorcarbonetos (HFCs).





Queimadas de matas e florestas: além de reduzir a quantidade de árvores, que servem como reguladoras da temperatura, as queimadas jogam gases poluentes na atmosfera.





Desmatamento: tem ocorrido, principalmente em países em desenvolvimento, como forma de ampliar as áreas para agricultura e pastagem de animais, além da exploração de madeira. Com menos cobertura de árvores e plantas, aumenta a temperatura do meio ambiente.





Desenvolvimento urbano sem planejamento - diminui as áreas verdes nas cidades, aumentando a quantidade de concreto. Esse fator favorece a formação de ilhas de calor.





Desertificação - queimadas e desmatamento podem resultar no processo de desertificação (formação de desertos) em várias regiões do mundo.





Argumentos que desmentem o aquecimento global






Segundo alguns meteorologistas, o clima na Terra é alterado por vários motivos, inclusive fatores de fora do globo, como a radiação solar. Para eles, a Terra já passou por mudanças climáticas ciclicamente.





O aquecimento global é causado pela radiação do sol e não pela emissão excessiva de CO2. O sol funciona através do ciclo de Gleisberg: a cada 50 anos, sua atividade varia e a energia produzida por ele é quem aquece ou esfria a Terra.





O clima na Terra sempre sofreu por diversas variações. Estima-se que a temperatura era pelo menos 10°C mais alta há 7 mil e 3 mil anos atrás, e também entre os anos 800 e 1200 d.C. Nessa época o Canadá foi colonizado. Hoje, a área do país é coberta por gelo. Porém, naquela época, a concentração de CO2 era 50% menor que hoje. De acordo com os argumentos contra a teoria do aquecimento global, hoje há mais CO2 na Terra porque o gás reage com atraso de 800 anos em relação à variação de temperatura. Esse seria o tempo que leva para o oceano esquentar ou esfriar, retendo ou liberando o gás carbônico.





Algumas geleiras estão diminuindo por que camadas superiores da atmosfera estão mais secas e frias. Isso faz com que a produção de neve seja menor.





Essa teoria diz que o nível do mar não está aumentando. O iceberg que derrete não aumenta o nível do oceano. O volume de água que derrete ocupa o mesmo volume do gelo. Segundo observações de satélites, o nível do mar subiu 5 cm entre 1992 e 2006. Agora estaria estabilizado. O nível do mar já teria aumentado muito mais por outras razões como fenômenos como o El Niño e influência da órbita da Lua.





A variação de temperatura entre 1925 e 1946 foi de aquecimento médio de 0,4°C no planeta. Nessa época, o nível de CO2 lançado na atmosfera era 10% menor que o de hoje. Entre os anos 1947 e 1976 a variação de temperatura teria diminuído 0,2°C. Nessa época, a emissão de CO2 era bem maior. Portanto, a variação de temperatura não é causada pelo homem, e sim, é um fenômeno natural da Terra.





É falsa a informação que diz que o gelo da Terra está derretendo. O gelo do pólo Norte estaria variando em seu volume por causa dos seus ciclos de aquecimento e resfriamento. Esse período dura de 20 a 40 anos. A água mais quente passa por baixo dos icebergs e derrete o gelo submerso. Parte do gelo se desmorona. Porém, essa parte que derrete representa somente 10% do volume do bloco de gelo. Segundo essa teoria, o gelo da superfície não derrete.





Dados publicados pela ONU com relação ao aquecimento global não têm comprovação científica. Projeções feitas pelo órgão são somente especulações.





Os oceanos, o solo e a vegetação emitem um volume de CO2 30 vezes maior que os seres humanos.