BRASIL

Arco Metropolitano: redução de 19% do tráfego da Av. Brasil, Via Dutra e BR-040 (Foto: Divulgação/Secretaria Estadual de Obras/Erica Ramalho)
01/07/2014

RJ INAUGURA ARCO METROPOLITANO APÓS 40 ANOS E ESPERA PIB R$ 1,8 BI MAIOR




Os pouco mais de 70 quilômetros do trecho do Arco Metropolitano que a presidente Dilma Rousseff inaugura nesta terça-feira (1º) no Rio de Janeiro deverão dar um salto na produtividade das indústrias do estado, com reflexos nos estados vizinhos e na economia do país. É o que calcula a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que há anos pleiteia a construção da via alternativa para o escoamento do tráfego pesado da região metropolitana, desafogando as esgotadas Avenida Brasil, Rodovia Presidente Dutra e a BR-040, a Rodovia Washington Luis.

O trecho a ser inaugurado nesta terça liga Itaguaí, na Região Metropolitana, a Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde se conecta à BR-116 (Rio-Petrópolis), trecho duplicado sob concessão da CRT, até Magé, e de lá à BR-493 até Manilha, em trecho que está sendo duplicado. Está formado o Arco Metropolitano, 145 quilômetros de estrada no entorno da Região Metropolitana do Rio ligando as cidades de Itaboraí, Guapimirim, Magé, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Japeri, Queimados, Seropédica e Itaguaí.

Com o arco, cerca de 35 mil veículos deixarão de passar pela Avenida Brasil, Via Dutra e Washington Luis por dia, desses, 10 mil caminhões de carga, afirma a Firjan em estudo. Para Riley Rodrigues de Oliveira, especialista em Competitividade Industrial e Investimentos da Firjan, a redução no fluxo diário de veículos por aquelas vias é de mais de 19%, tendo como consequência a melhoria das condições de vida das populações afetadas.

“É um grande ganho para a mobilidade urbana vai ganhar. A Baixada Fluminense ganhará com a redução do congestionamento”, disse.

Se a comunidade ganha, a economia lucra mais ainda. O arco liga polos industriais importantes como o Porto de Itaguaí, a Refinaria Duque de Caxias, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em Itaboraí.

“Os empresários esperavam muito isso. O frete fica mais barato, é ganho para o produtor e o consumidor”, afirma o especialista.

Segundo Riley, a estimativa é que a obra reduza em até 20% os custos de transportes de mercadorias entre o Porto de Itaguaí e seis estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, além do Distrito Federal.

Riley calcula que o impacto no PIB do Estado do Rio será de R$ 1,8 bilhão.

“A receita anual com arrecadação de impostos de uma forma geral, no Estado do Rio, poderá ser mais de R$ 343 milhões. Só de ICMS, serão R$ 140 milhões”, diz o especialista.

Ele estima ainda que mais 10.673 empregos diretos serão gerados no estado com a instalação de empresas e indústrias no caminho do arco.

Riley Rodrigues de Oliveira ressalta que, com o Arco Metropolitano, a produtividade do Porto de Itaguaí vai aumentar.

“É um porto de altíssima capacidade pela facilidade logística, mas tem uma rodovia de traçado antigo com um grande trecho não duplicado. Com o Arco pronto, Itaguaí vai ter o melhor acesso rodoviário do Brasil, principalmente para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e para o Norte e Nordeste fluminense”, explica Riley.

Fonte: g1.globo.com