O avicultor Jorge Luis Machado RodriguesAbrindo vagas de emprego e gerando renda, as granjas se tornaram, com o passar dos anos, importante atividade econômica para Ituverava e região. Para fazer uma análise deste setor, a Tribuna de Ituverava ouviu, nesta semana, o avicultor Jorge Luis Machado Rodrigues, 50 anos, que atua há 20 no setor granjeiro.
Segundo ele, as granjas se tornaram muito importantes para na região, devido a geração de empregos e serviços terceirizados. “Entretanto, de dois anos para cá o setor tem retraído. Hoje ele apresenta pequenas condições de crescimento, pois houve um exagerado crescimento há cinco anos, com incentivos para a construção de novas unidades”, diz.
“No entanto, atualmente existem aproximadamente trinta proprietários de granja na região de Ituverava, com aproximadamente 62 granjas, que somam um milhão e meio de aves alojadas”, afirma o empresário.
O ciclo de criação das aves, segundo Rodrigues, é de aproximadamente 45 dias. “Neste prazo, são abatidas, em média, nove milhões de aves da região de Ituverava e atendemos à Seara, que em 2013 foi comprada pelo grupo JBS”, enfatiza o avicultor.
Mecanismo
“Este setor funciona da seguinte forma: o avicultor constrói a granja e a empresa parceira disponibiliza os pintinhos, a ração, da assistência técnica e medicamentos. E, no final do ciclo, a empresa integradora abate as aves destinando ao parceiro o pagamento referente ao lote, o qual é regido por uma tabela de conversão alimentar”, observa.
Investimento
Pela atual situação do setor da região, Rodrigues diz que no momento não aconselha a construção de novos galpões. “O mercado está retraído e as empresas não têm interesse em novos galpões. Sobre o custo de investimento, ele é elevado e gira em torno de R$ 500 mil a R$ 700 mil por galpão adequado para alojamento”, finaliza.
Associação
Rodrigues falou sobre a importância da Associação dos Avicultores para a categoria. “Ela está relacionada à compra de insumos em grupo, o que favorece uma melhor negociação de preços. Além disso, é um importante ponto de referência para a discussão de problemas relacionados à avicultura”, diz.
“Também seria muito bom, se os órgãos públicos fossem mais atenciosos com o setor, pois somos carentes de estradas e máquinas para melhoramento da infra-estrutura das propriedades”, destaca.