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Dia dos Pais: comemoração acontece neste domingo
09/08/2014

DIA DOS PAIS É COMEMORADO NO BRASIL NESTE DOMINGO


Comemoração se tornou popular nos EUA, mas primeiro registro de homenagem a um pai foi há mais de 4 mil anos

Celebrado no segundo domingo do mês de agosto, o Dia dos Pais é uma das mais importantes datas comemorativas do mundo. Nesse dia, os filhos demonstram o amor, admiração, carinho e respeito que sentem pelos pais, que se doam pelos filhos e não medem esforços para protegê-los.

Neste dia, mais do que presentes, o filho deve dar ao pai carinho, amor e, especialmente, atenção, pois a correria do cotidiano tem distanciado filhos e pais, e a falta desta aproximação às vezes só é sentida mais tarde, quando já não há mais tempo de sentir este prazer sagrado e inenarrável.

História
Uma história que retrata muito bem o amor do pai pelo filho é a do ex-combatente da guerra civil William Jackson Smart. Ele perdeu a sua esposa quando os seus seis filhos eram bem pequenos, e mesmo assim os criou sozinho, sempre muito carinhoso e valorizando importantes valores, como amizade, lealdade e união.

Sua filha Sonora Smart resolveu homenageá-lo no ano de 1909, em razão da admiração que sentia pelo pai, que dedicou sua vida aos filhos. A data escolhida foi a de nascimento de Willian, dezenove de junho.

Aos poucos a data passou a ser difundida a outras famílias da cidade onde moravam, no Estado de Washington, se espalhando por todo país, até que o presidente Richard Nixon tornou-a oficial. Surgia assim, oficialmente, o Dia dos Pais.

Entretanto, o primeiro registro de homenagem a um pai surgiu na antiga Babilônia, há mais de quatro mil anos. Neste período, um jovem modelou e esculpiu um cartão para seu pai, desejando sorte, saúde e muitos anos de vida.

Comemoração
Nos Estados Unidos a data ficou estabelecida para ser comemorada no terceiro domingo de junho, assim como África do Sul, México, Canadá, França, Turquia, Venezuela, entre outros.

Na Austrália e Nova Zelândia a comemoração acontece no primeiro domingo de setembro; na Rússia, no dia 23 de fevereiro; na Tailândia, no dia cinco de dezembro; e na Itália, no dia 19 de março, dia de São José.

A data passou a ser comemorada no Brasil a partir de 1953, quando a imprensa se juntou com o intuito de promover um concurso que homenagearia três tipos de pais: com maior número de filhos, o mais jovem e o mais velho. Os vencedores foram um pai com 31 filhos, um de 16 anos e outro de 98 anos.

Desde então, o Dia dos Pais passou a ser comemorado no país no segundo domingo de agosto, data escolhida para seguir o padrão do Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio.

A Constituição Federal do Brasil de 1988, concedeu ao pai o direito a cinco dias de licença após o nascimento dos filhos, para que tenha tempo para auxiliar a mãe e fazer o registro do bebê em cartório.

Dois textos retratam, e muito bem, o que os filhos pensam do pai ao longo dos estágios da vida e os papéis do homem durante a sua trajetória. Para que os filhos valorizem ainda mais os pais, sobretudo nesta data, a Tribuna de Ituverava reproduz os textos na íntegra.

Confira:




O que o filho pensa do pai (autor desconhecido)




Aos 5 anos: “meu pai é o maior”.

Aos 7 anos: “papai é grande. Sabe de tudo”.

Aos 14 anos: “parece que papai se engana em certas coisas que diz”.

Aos 20 anos: “papai está um pouco atrasado em suas teorias; não são desta época”.

Aos 25 anos: “o velho não sabe de nada”.

Aos 35 anos: “com minha experiência, meu pai seria, hoje, milionário”.

Aos 45 anos: “não sei se consulto o velho; talvez pudesse me aconselhar...”

Aos 55 anos: “que pena papai não estar aqui; ele tinha idéias notáveis”.

Aos 60 anos: “pobre papai. Era um sábio. Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde”



Deus criou o homem (Xavier Marques)


Deus criou o homem e disse-lhe: “Vai, serás o senhor da terra e o animal superior. Grandes trabalhos e surpresas te esperam, mas de tudo triunfarás, se fizeres a tua parte. A tua felicidade depende muito do teu querer. Viverás 30 anos”. O homem ouviu e calou-se.

Deus criou o burro e disse-lhe: “Vais viver como escravo do homem, conduzi-lo e a todos os fardos que te puserem às costas. Serás bastante discreto e paciente para suportar, além da pesada carga, as privações que te forem impostas durante as viagens. Viverás 50 anos”.

“Escravidão, cargas, privações e viver 50 anos... É muito, Senhor. Bastam-me 30”.

Deus criou o cão e disse-lhe: “Vais ser o companheiro do homem, de quem guardarás sempre alerta a porta, servindo-o com inteira obediência, ainda que não recebas mais do que um osso para matar a fome. Sofrerás açoites, mas, humilde e fiel, tens que lamber a mão que te castiga. Viverás 30 anos”.

O cão pensou e refugou: “Vigiar dia e noite, açoitado, padecer fome e viver trinta anos... Não, Senhor, quero apenas 10”.

Deus criou o macaco e disse-lhe: “Vai, o teu ofício é alegrar o homem, saltando de galho em galho, ou atado a um cepo, procurarás, imitando-o o bom humor. Viverás 50 anos”.

O macaco pestanejou e pediu: “Senhor, é demasiado para tão indigno. Basta-me viver trinta anos”.

Tomando, então, a palavra, disse o homem: “Vinte anos que o burro não quis, vinte que o cão enjeitou, vinte que o macaco recusa, dê-me, Senhor, que trinta anos é muito pouco para o rei dos animais”.

"Queres? respondeu o Criador. Viverás, assim noventa anos, mas com uma condição: Cumprirás, em tua vida, não só o teu destino, mas também o do burro, o do cão e o do macaco”.

E assim o homem vive. Até os trinta, forte, corajoso, resistente, arrasta perigos e estorvos, luta com resolução, vence e dorme. É homem. Dos trinta aos cinqüenta, tem família e trabalha sem repouso para sustentá-la. Cria os filhos, afadiga-se para educá-los e garantir-lhes o futuro. Sobre ele se acumulam os encargos. É burro.

Dos cinqüenta aos setenta, está de sentinela à família. Dedicado e dócil, seu dever é defendê-la, mas já não pode, contudo, fazer valer a sua vontade. Contrariado, humilha-se e obedece. É cão.

Dos setenta aos noventa, sem força, curvo, trôpego e enrugado, vegeta a um canto, inútil e ridículo. Faz rir com sua gula, sua caduquice e sua própria rabugice. Sabe que não o tomam a sério, mas se resigna e tem gosto em ser palhaço das crianças. É o macaco.