A estudante Jéssica Aparecida Apolinário de Paula, que participa do programa “Ciências sem Fronteiras”. Na foto ela está na capital da Hungria, BudapesteDesde o dia 19 de fevereiro deste ano, a jovem ituveravense Jéssica Aparecida Apolinário de Paula, 22 anos, está em Debrecen, segunda maior cidade da Hungria, a 200 km da capital Budapeste. Ela está no país da Europa Central, através de intercâmbio oferecido pelo governo brasileiro pelo programa Ciências sem Fronteiras. A estadia da jovem na Hungria será de um ano e seis meses, e ela retornará ao Brasil em agosto de 2015.
Jéssica soube da oportunidade do intercâmbio por meio de professores da Universidade do Triângulo Mineiro (UFTM), e também pela televisão. Em 2012, ela fez a fase inicial da inscrição, mas não conseguiu completar por problemas no site. Em 2013 decidiu realmente participar do processo seletivo e foi aprovada pela UFTM, onde cursa Engenharia Química. Ela também passou nos testes de Proficiência de Inglês (TOEFL ITP) e na University of Debrecen, onde ela está estudando na Hungria.
Debrecen, cidade onde a jovem está, é centro cultural, artístico e científico, e nos últimos anos sua economia está se desenvolvendo devido, em parte, a investimentos estrangeiros. A Universidade de Debrecen é uma das maiores e bem conceituadas instituições de Ensino Superior da Hungria. Além do reconhecimento internacional pelos padrões de pesquisas científicas e educação, com capacidade de se adaptar às demandas e expectativas da sociedade, tornou-se o centro intelectual do Leste da Hungria.
Intercâmbio
"Participar do intercambio foi a melhor escolha que fiz até hoje. Não só pelo fato de ter a oportunidade de viajar e conhecer lugares que eu jamais imaginei, mas também para que pudesse crescer profissionalmente e na vida pessoal, pois o aprendizado que estou recebendo, como fazer as coisas sozinha e lidar com pessoas do mundo todo, de culturas completamente diferentes da minha, é realmente incrível", afirma a intercambiária.
Diferenças entre Brasil e Hungria
Segundo Jéssica, a cozinha húngara foi um dos problemas na sua adaptação, devido ao tempero, pois eles usam páprica em tudo o que fazem, deixando a comida com gosto muito forte. “Nós brasileiros somos acostumados a comer carne bovina todos os dias, já aqui é um mais difícil, porque a carne é muito cara, e eles consomem mais carnes de frango e porco”, diz.
“O sabor da água também é um pouco diferente, pois é meio salgada e bebida diretamente na torneira. Mas com o tempo a gente se acostuma e já não sinto mais tanta diferença”, ressalta.
Transporte
Outra coisa que impressionou a ituveravense foi o transporte no país. Lá, são usados os "Tram", que é praticamente um trem, metrô e ônibus. Todos são pontuais e circulam por toda a cidade, facilita a locomoção para qualquer lugar. O sistema de pagamento da condução é por ticket mensal. “Eu como estudante e intercambiária pago o equivalente a R$ 36 por mês e posso usar todos os tipos de transportes públicos quantas vezes quiser, porém, se a pessoa não usa o ticket mensal, paga multa que varia entre R$ 30 a R$ 80”.
Banho
“O chuveiro da forma com que nos acostumamos no Brasil não tem na Hungria. O que mais se aproxima é um chuveirinho que se encaixa em um suporte e mais se parece com uma duchinha. Na casa onde estou residindo só tem banheira com esse chuveirinho e sem o suporte. Foi um pouco estranho no começo, mas também já me acostumei a tomar banho segurando o sabonete em uma mão e o chuveiro na outra", brinca a estudante.
Temperaturas
No verão as temperaturas aumentam e senti calor como se estivesse no Brasil. Os dias são mais longos e começa a escurecer por volta de 20h30. Porém, no inverno é completamente oposto, com temperaturas bastante baixas e a noite começa logo às 17h.
Belezas da Hungria
Jéssica ressaltou, em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, que o país da Europa Central é muito bonito. “Na primavera os húngaros têm o hábito de plantar flores nas praças, que geralmente possuem fontes de água, e tudo fica tudo colorido e muito bonito”
“A capital da Hungria, Budapeste é uma cidade maravilhosa, com pontos turísticos lindos, como por exemplo, o Parlamento Húngaro. A cidade é repleta de construções antigas cheias de detalhes e histórias. Tem uma variedade imensa de lojas baratas com roupas de qualidade, além dos tradicionais pubs (bares) e clubes", ressalta.
Programa de Intecâmbio
“Segundo ela, o intercâmbio é uma oportunidade de conhecer pessoas de diferentes lugares e culturas. A Hungria é um país com uma grande mescla de pessoas de todo o mundo”.
“Diferente dos programas de intercâmbio da América do Norte, onde os estudantes residem em casa de famílias, na Europa divido um apartamento com mais duas brasileiras: Juliana Alves da Silva, de Pirassununga e Grazieli Gianotti de Almeida, de São Carlos", revela Jéssica.
Intercâmbiária
A estudante Jéssica Aparecida Apolinário de Paula, de 22 anos, é filha de Ione Apolinário de Paula e Wellington da Silva Paula. Ela cursou o Ensino Fundamental na EMEF. "Antônio Josino de Andrade" e o Ensino Médio na Escola Estadual "Capitão Antônio Justino Falleiros", antes de ingressar na universidade fez Técnico em Química na ETEC "Pedro Badran", de São Joaquim da Barra.
Capital da Hungria é Budapeste que é a maior cidade do país
A Hungria é um país sem saída para o mar na planície da Panônia, na Europa Central. Faz fronteira com Áustria, Eslováquia, Romênia, Ucrânia, Sérvia, Croácia e Eslovênia.
Sua capital é Budapeste, a maior do país, que tem como língua oficial o húngaro. O país tem cerca de 93 mil km², sendo um dos maiores da Europa Central, e conta com mais de 10 milhões de habitantes. Suas dimensões são de 250 quilômetros de norte a sul e 524 quilômetros de leste a oeste.
A Hungria é um país mediamente povoado, apresentando uma densidade de 109 habitantes por km². A maior cidade é a capital Budapeste; seguida por Debrecen e Miskolc.
O país possui um clima temperado continental, com um frio e úmido inverno e um verão quente. A Hungria tem 19 condados além da capital, divididos em sete regiões.