Gatos devem ser levados ao veterinário freqüentemente Com seu jeito independente, os gatos têm conquistado os brasileiros, e hoje já estão em tantas casas quanto os cães, considerados os melhores amigos do homem. Os bichanos, no entanto, merecem alguns cuidados especiais, já que são propensos a contrair diversas doenças.
Na última semana, cinco das dez doenças mais comuns foram abordadas pela Tribuna de Ituverava: insuficiência renal crônica, doenças respiratórias , doenças no sistema urinário, doenças intestinais e linfoma alimentar.
Nesta edição, as outras cinco – micoplasmose, intoxicações, doença inflamatória intestinal, hepatopatias e retroviroses – são mostradas, para que o dono tenha maiores informações e fique atento caso o animal apresente alguns desses sintomas. É importante lembrar que qualquer comportamento anormal do bichano pode significar um problema de saúde, portanto é fundamental levá-lo regularmente ao veterinário.
Intoxicações podem levar gatos à morte rapidamente
As intoxicações em gatos são, além de comuns, bastante prejudiciais e capazes de levar o pet à morte em questão de horas, quando não tratadas imediatamente. Plantas, rodenticidas (venenos para ratos) e parasiticidas (remédios contra parasitas) são alguns dos fatores principais para a causa de intoxicações em felinos, que acabam entrando em contato com esse tipo de substância de maneira freqüente e, muitas vezes, sem o conhecimento de seu dono.
Convulsões, hemorragias, tremores, dificuldade para respirar, alteração de consciência e vômitos são alguns dos principais sintomas de um bichano intoxicado e, ao notar qualquer destes sinais, o animal deve ser encaminhado imediatamente para uma clínica veterinária, diminuindo os riscos de morte do pet por meio do pronto atendimento.
A administração de antídotos específicos e a internação do gato para a observação são algumas das medidas de tratamento mais comuns nestes casos, sendo que transfusões de sangue também podem ser recomendadas de acordo com o caso.
Micoplasmose pode levar gatos à anemia
Causada pelos parasitas celulares haemofelis ou haemominutum, a micoplasmose felina causa desidratação, dores nas articulações, apatia, perda de peso, aumento de temperatura e mucosas de cor amarelada nos gatos acometidos pela doença, sendo a anemia a sua principal característica.
A pulga é um dos agentes transmissores mais comuns da doença, no entanto, acredita-se que as mordidas de gatos doentes também possam aumentar a propagação da doença. Boa parte dos felinos que desenvolvem os sintomas mais graves da doença tem o sistema imunológico comprometido por doenças como a FIV e a FeLV, e devem ser testados para verificar a presença da Leucemia ou da Aids Felina.
O tratamento da micoplasmose felina é feito com o uso de antibióticos, e pode ser acompanhado por medicamentos que incluam corticóides e anti-anêmicos, além de medidas de suporte como transfusões de sangue. Em muitos casos, mesmo quando assintomáticos, os gatos ainda são portadores do problema, e o acompanhamento da saúde o bichano com um profissional veterinário é extremamente importante para evitar reincidências da complicação.
Hepatopatias são causadas pela falta de alimentação prolongada
As hepatopatias (doenças hepáticas) mais conhecidas no mundo felino são a lipidose hepática e o complexo colangiohepatite, sendo que cada uma delas conta com características específicas e diferenciadas.
Causada pela falta de alimentação prolongada, a Lipidose Hepática causa vômitos, anorexia, perda de peso e alterações neurológicas nos gatos, podendo desencadear cegueiras, salivação excessiva e até convulsões nos bichanos. O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais, radiografias, ultrassonografias e possivelmente biópsias. O tratamento tem uma dieta balanceada como base, podendo incluir, a internação do animal e a administração de vitaminas e medicamentos específicos, em casos extremos são utilizadas sondas esofágicas para alimentação forçada.
Consistindo na inflamação do ducto biliar e do fígado, o complexo colangiohepatite pode ser classificada como aguda, crônica ou linfocítica. Anorexia, vômitos, diarréia, desidratação, depressão, febre e dor abdominal fazem parte da lista de possíveis sinais da doença, sendo que a pacreatite e a inflamação intestinal também podem se manifestar junto com ela.
Seu diagnóstico pode ser indicado por meio de exames de sangue e confirmado por meio de uma biópsia hepática. O tratamento varia de acordo com a gravidade do caso, sendo feito com antibióticos na grande maioria das vezes, podendo ser acompanhado, inclusive, por estimuladores de apetite para o bichano.
Retroviroses são altamente contagiosas entre os gatos
Podendo acometer bichanos de qualquer idade, as retroviroses felinas têm a FIV – Vírus da Imunodeficiência Felina (também conhecida como a Aids Felina) – e a Leucemia Felina como suas principais referências, e podem ser fatais, já que deixam o organismo dos bichanos infectados sem proteção alguma para outras contaminações mais graves.
Perda de peso, apatia e perda de apetite são alguns dos principais sintomas das retroviroses em gatos, facilitando o aparecimento de outras infecções e problemas como diarréia, otites, gengivites, tumores, anemia e até mesmo alterações neurológicas e mudanças bruscas de comportamento.
Evitar deixar o felino em ambientes com aglomeração de gatos e mantê-lo em casa para evitar brigas com bichanos de rua são algumas das formas de prevenir que seu animal seja infectado por estas doenças - transmitidas por meio do contato direto com animais contaminados, incluindo mordidas e lambeduras.
Sem cura, as retroviroses felinas são tratadas para que sejam diminuídos os sintomas das doenças no animal, permitindo que ele leve uma vida com mais qualidade e por mais tempo.
Doença inflamatória intestina é tratada por meio de dietas
Também conhecida pela sigla DII, a doença inflamatória intestinal nos felinos é causada pela entrada de células inflamatórias no trato gastrointestinal dos bichanos, e não há um agente específico conhecido.
Causando sintomas como vômitos crônicos, diarréia com sangue, perda de apetite e de peso, a doença só pode ser diagnosticada com certeza por meio da biópsia do intestino do animal, já que diversos outros problemas também desencadeiam os sinais mais típicos da DII. Comum em gatos idosos, a doença é tratada por meio de dietas balanceadas e medicamentos anti-inflamatórios.