Vegetação seca, devido à falta de chuvasDepois de um grande período de estiagem, as chuvas devem voltar com mais freqüência a partir do início de novembro na região Sudeste do país. A expectativa, inclusive, é que chova mais em novembro deste ano que no mesmo período no ano passado.
Entretanto, ela não deverá ser suficiente para reabastecer os rios e represas, que estão em níveis muito abaixo do considerado normal, como é o caso do Rio do Carmo, em Ituverava.
Outro problema, é que segundo os meteorologistas, mesmo com as chuvas, a calor não deve diminuir. É uma questão preocupante, pois pode comprometer as hidrelétricas, pois aumenta o consumo de energia e as represas com pouca água podem ficar ainda mais abaixo da média.
Durante o verão, os meteorologistas prevêem que as chuvas ficarão um pouco abaixo da média, o que ainda deixa o setor elétrico em alerta, já que o nível das represas do Sudeste está em quase 24% de seu volume.
Especialistas do setor elétrico têm dito que apenas um período de chuvas não será suficiente para recuperar os reservatórios das usinas, que devem chegar a 60% de armazenamento, nível considerado confortável para o país enfrentar o próximo período de estiagem, previsto para abril de 2015.
Chuvas
A expectativa de retorno das primeiras pancadas de chuva de fim de ano está se confirmando, segundo o meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento, mas ainda é preciso muito mais para elevar o nível das represas.
"O nível dos reservatórios geralmente começa a parar de cair se as chuvas persistirem em novembro. E depois, a partir de dezembro é que efetivamente começa a acumular água", estima.
A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Neide Oliveira, lembra que a probabilidade de ocorrência do El Niño que havia no início do ano, trazendo mais chuva para a região Sudeste, foi reduzida gradativamente.
“Pelos modelos, a tendência é ter um pouco mais de chuva. Ano passado, as chuvas foram muito variáveis”, disse ela.
Previsão
Vale lembrar que o retorno das chuvas no início de novembro é apenas previsão, portanto não se tem 100% de certeza. Portanto, vamos torcer para que as previsões possam não bater e que as chuvas voltem a ocorrer o mais breve possível.
Temperatura
A queda persistente no nível dos reservatórios durante o último período úmido ocorreu porque além de chuvas muito abaixo da média para o período, o país foi acometido por temperaturas muito acima do normal. O elevado o consumo de energia elétrica, principalmente pelo uso de equipamentos de refrigeração e aceleram a evaporação dos reservatórios.
Para 2015, o meteorologista da Climatempo não vê um período tão prolongado de calor extremo no verão conforme o verão 2013/14, mas as temperaturas deverão ficar altas.
Última vez que choveu em Ituverava foi em setembro
Em Ituverava, a última chuva de maior volume foi em 26 de setembro. Naquele mês, foram 30 milímetros de chuva. Em outubro ainda não choveu no município, de acordo com a Estação Meteorológica da Fafram.
De acordo com a professora de Meteorologia da Fafram, Anice Garcia, outro problema é a umidade relativa do ar, que se mantém baixa devido ao calor. “A umidade é muito variável no decorrer do dia, sendo mínima quando a temperatura é máxima e vice-versa. No entanto, recentemente os menores valores estão registrando cerca de 20% de umidade relativa”, explica, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
“De manhã, por exemplo, ela atinge 40%, que é também baixa, mas é o dobro daquela obtida nos horários mais quentes. com o reinício das chuvas, no entanto, ela deve imediatamente melhorar”, completa.
Umidade do ar
A faixa de umidade relativa do ar considerada ideal é de 40% a 60%. Acima desta faixa, a umidade começa a trazer desconforto térmico, e abaixo o ar seco também é prejudicial. Umidades como as registradas em Ituverava, de 20%, causam desconforto, principalmente devido à perda de líquido pelas chamadas células da mucosa das vias aéreas.
Devido a umidade relativa do ar baixa, a recomendação é valorizar a ingestão de líquidos, e na medida do possível, procurar fazer atividades físicas em locais mais arborizados, e se possível, em parques próximos a reservatórios de água, como também em horários do dia nos quais a umidade do ar seja maior, como o início da manhã e o final da tarde.