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O ituveravense Eduardo Coelho Fidelis (primeiro da esquerda para a direita) junto a amigos, durante intercâmbio
09/12/2014

ITUVERAVENSE RETORNA DE INTERCÂMBIO NA AUSTRÁLIA


Eduardo Coelho Fidelis, 22 anos, esteve no país da Oceania durante um ano e três meses

Retornou a Ituverava dia 23 de novembro, depois de ter passado um ano e três meses na Austrália, o ituveravense Eduardo Coelho Fidelis, 22 anos, estudante do curso de Medicina. Ele esteve no país da Oceania através do intercâmbio do programa Ciências Sem Fronteiras, do Governo Federal.

Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, Fidelis conta os motivos que o levaram a participar do intercâmbio. “Sempre tive muito interesse em aprender a língua inglesa, mas quis estudá-la, até porque sempre pensei que isso seria impossível, a não ser que houvesse uma oportunidade de morar em um país que possui o inglês como língua oficial. No início de 2013, procurei na minha universidade, a Uniube, algum programa de intercâmbio no qual eu pudesse me inscrever”, lembra.

“Foi então que a assistente social do meu curso me apresentou o Ciências sem Fronteiras. A partir daquele momento, me interessei e pesquisei mais informações sobre este programa. Fiz a inscrição para a Inglaterra, mas por algum motivo, a prova em que todos os candidatos se submeteram não foi válida. Com isso, o governo brasileiro nos deu a oportunidade de escolher outro país”, ressalta.

Escolha
Ainda Eduardo, ele optou pela Austrália por ser um país menos visitado. “Para minha felicidade, em poucos meses minha candidatura havia sido aprovada pela Griffith University (campus Gold Coast), que é a décima terceira melhor faculdade do país e está entre as 400 melhores do mundo”, conta.

Fidelis falou sobre o período que esteve na Austrália. “Não gosto de classificar as coisas em ‘boas’ ou ‘ruins’, mas o que posso dizer a respeito da minha vivência na Austrália é que foi completamente proveitosa e importante, tanto para minha carreira profissional, quanto para minha vida social”, destaca.

“Isso porque atingi o objetivo de aprender a língua mais importante econômica, política e socialmente do planeta. Também conheci pessoas do mundo inteiro, o que me deixou muito mais passivo a aceitar as diversas opiniões e costumes de cada ser”, diz.

Cidade
O nome da cidade em que o ituveravense ficou, Gold Coast, significa costa de ouro, isso porque no século XIX era o local mais procurado pela elite das cidades vizinhas. “É uma cidade litorânea localizada na costa leste da Austrália, sendo a segunda mais populosa do Estado de Queensland e a sétima mais do país, com pouco menos de 600 mil habitantes”, explica.

“Durante o período de aulas, meu dia-a-dia se resumia em estudos e esportes. Praticamente todas as manhãs eu ia à universidade, onde ficava até as 15h, depois ia à academia ou à praia para passar o tempo. Nas noites dos finais de semana, ensinávamos aos australianos como comer o bom churrasco brasileiro”, lembra.

Fidelis afirma que pretendo voltar à Austrália. “Mas apenas para visita ou especialização curricular. Não pretendo morar em definitivo no país, já que, infelizmente, é muito distante e pelo menos 25 horas de vôo”, conta.

Estudante fala sobre a excelente qualidade de vida na Austrália
Eduardo Coelho Fidelis falou sobre o que mais chamou a sua atenção na Austrália. “É muito difícil, depois de morar mais de um ano em um país e apontar apenas uma coisa que seja a melhor, mas, em minha opinião, considero que é a excelente qualidade de vida, que é resultado de vários fatores, como educação, segurança e renda, principalmente”, afirma.

“Porém, o que mais senti falta foi, sem dúvida, minha família, pois, apesar de morar em um país que proporciona, em sua maior parte do tempo, momentos de alegria, somos seres humanos e passamos por momentos difíceis. Não ter a família por perto em momentos assim, talvez seja a parte mais difícil de um intercâmbio”, destaca.

Impostos são muito bem aplicados na Austrália
O estudante também enumerou algumas das principais diferenças da Austrália em relação ao Brasil. “Embora seja um país muito mais jovem que o Brasil, a Austrália, que teve o processo de colonização iniciado em 1788, tem mostrado sua força mundial, sendo hoje o segundo país com maior retorno dos impostos para a população. Ou seja, mesmo o imposto de renda seja até 45% da renda do cidadão, o povo tem uma garantia de que este dinheiro voltará bem aplicada em melhorias que beneficiem ele mesmo”, ressalta.

“Prova disso é que morando quase um ano e meio no país, nunca vi um buraco sequer nas ruas e estradas australianas. Todos os dias uma obra é finalizada e outra é iniciada para a melhoria do bem-estar da população. A cidade de Gold Coast, por exemplo, sediará os Commonwealth Games (o equivalente aos Jogos Pan-Americanos) em 2018, e as obras já estão praticamente todas concluídas no final de 2014”, destaca.

Preconceitos
O jovem ainda diz que, infelizmente, preconceitos existem em todas as partes do mundo. “Prova disso é que, na primeira vez na qual peguei um táxi, o motorista me perguntou com quantos macacos eu já havia trombado na rua. Ou seja, para ele, ter macacos nas ruas brasileiras era uma certeza, a única dúvida era com quantos eu já havia encontrado”, diz.

“Além disso, são poucos os que sabem que no Brasil se fala português e não espanhol, e menos ainda sabem que a capital brasileira não Brasília, ainda é para eles Buenos Aires”, finaliza.

Ituveravense
Eduardo Coelho Fidelis, 22 anos, é estudante de Medicina na Universidade de Uberaba (Uniube). São seus pais Eduardo César Vicente Fidelis e Renata Galdeano Coelho Fidelis, e são seu irmãos Evandro Coelho Fidelis e Fernando Coelho Fidelis.



Principais dados da Austrália


Área: 7.682.300 km²

Capital: Camberra

População: 22,6 milhões (estimativa 2011)

Moeda: Dólar australiano

Nome oficial: Comunidade da Austrália (Commonwealth of Australia).

Nacionalidade: australiana

Data nacional: 26 de janeiro (Dia da Austrália, chegada dos primeiros navios ingleses no ano de 1788).

Forma de governo: Monarquia Parlamentarista
Primeira-ministra: Julia Gillard

Divisão administrativa: 6 estados e 3 territorios.

Geografia da Austrália
Localização: Sudoeste da Oceania

Fuso horário: + 13 horas em relação à Brasília

Clima: àrido tropical (maior parte), subtropical (SE), tropical (N e NO), mediterrâneo (S)

Principais cidades: Sydney, Melbourne, Perth , Adelaide , Newcastle, Camberra, Brisbane

Composição da população: europeus meridionais e setentrionais 95%, asiáticos 3,5%, grupos étnicos autóctones - aborígenes 1,5% (censo de 1996).

Idioma: inglês (oficial0

Religião: cristianismo 74,4% (católicos 25,8%, anglicanos 17,8%, sem filiação 12,5%, protestantes 10,6%, outros 8,2%, dupla filiação 0,5%); agnosticismo 16,8%; outras religiões 7%; ateísmo 1,8% (ano de 2010)

Densidade demográfica: 2,8 hab./km2

Crescimento demográfico: 1,14% ao ano (estimativa 2011)

Taxa de analfabetismo: 1% (estimativa 2003).

IDH: 0,933 (Pnud 2013) - desenvolvimento humano muito elevado

Economia

PIB: US$ 960,7 bilhões (estimativa 2012)

PIB per Capita: US$ 42.400 (estimativa 2012)

Produtos Agrícolas: trigo, cana-de-açúcar, algodão em pluma, uva e outras frutas.

Pecuária: bovinos, suínos, ovinos, aves.

Mineração: carvão, minério de ferro, chumbo, cobre, ouro, prata, petróleo, gás natural, bauxita.

Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco, máquinas e equipamentos, metalúrgica, extração de petróleo, carvão, química, gráfica e editorial, madeireira, papel.