Vista aérea de Ituverava Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) apontam que Ituverava teve, em 2012, tem o quarto PIB (Produto Interno Bruto) mais alto da região, com a soma de todas as riquezas produzidas no município o número chega a R$ 718,5 milhões, o que representa um aumento de cerca de 9,35% em relação a 2011, quando as riquezas somavam R$ 657.079.
Na frente de Ituverava, estão São Joaquim da Barra, com PIB de R$ 1,04 bilhão; Orlândia, com R$ 1,01 bilhão, e Igarapava, com R$ 819,4 milhões. Depois de Ituverava vêm Guará (R$ 389,1 milhões), Miguelópolis (R$ 384,2 milhões), Buritizal (R$ 160,9 milhões), Jeriquara (R$ 102,8 milhões) e Aramina (R$ 90,8 milhões).
O PIB de 2012 de Ituverava, que aumentou para 9,35%, na comparação com 2011, é superior à média do Brasil e do Estado de São Paulo, que são 6% e 4%, respectivamente.
Soma do PIB
Entram na soma do PIB, bens e produtos finais, que são aqueles vendidos ao consumidor final, do pão ao carro; serviços, prestados e remunerados, do banco à doméstica; investimentos, que são os gastos que as empresas fazem para aumentar a produção no futuro, e gastos do governo, que é tudo que for gasto para atender a população, do salário dos professores à compra de armas para o Exército.
Não entram na conta os bens intermediários, que são para produzir outros bens; serviços não remunerados, como o trabalho da dona de casa; bens já existentes, como a venda de uma casa já construída ou de um carro usado, e atividades informais e ilegais, como o trabalhador sem carteira assinada e o tráfico de drogas.
Ituverava
Foram importantes para o crescimento do PIB de Ituverava, áreas como construção civil, que tem crescido muito nos últimos anos, e o agronegócio, que é uma das maiores fontes de renda para o município.
Também é importante destacar que nos últimos anos Ituverava se consolidou como um pólo regional de Educação e Saúde, o que influencia diretamente o PIB, já que muitos moradores de outros municípios passam a usufruir estes serviços na cidade, e a gastar dinheiro em Ituverava, nos mais diversos setores.
Na área de Educação, destaca-se a Fundação Educacional de Ituverava, que mantém duas instituições de Ensino Superior: a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL) e a Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram).
Já no setor de Saúde, Ituverava conta com a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital e Maternidade de Ituverava - São Jorge, considerados referência; clínicas de especialidades e o Ambulatório Médico de Especialidades, responsável pelo atendimento de pacientes de toda a região.
PIB da região de Ribeirão cresce mais que o do Estado e do Brasil
O PIB (Produto Interno Bruto) da região de Ribeirão Preto cresceu, em 2012, mais do que o registrado no Estado de São Paulo e no Brasil.
No ano, a soma de toda produção das 93 cidades da região foi de R$ 87,1 bilhões, contra os R$ 81,8 bilhões de 2011, o que representa alta de 6,5%.
No mesmo período, o aumento do PIB registrado no Estado de São Paulo foi de 4% e no país, de 6%.
Os dados integram a pesquisa PIB dos Municípios, divulgada no dia 11 de dezembro, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Ela contabiliza toda a produção em uma localidade.
Para Sérgio Sakurai, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP Ribeirão, o crescimento superior da região se deve ao bom desempenho do agronegócio e do setor de serviços.
“A economia nacional e estadual em 2012 já estava perdendo o fôlego, com reflexos no baixo crescimento do PIB, principalmente por causa do setor industrial. Na nossa região, o forte é agricultura, que começou a perder o fôlego só no ano seguinte em 2013”, explica.
O agronegócio tem importância predominante na região e influencia na alta ou queda do PIB dos municípios.
Construção civil
Ainda de acordo com Sakurai, o crescimento da construção civil, impulsionado principalmente por programas habitacionais, também colaborou para o crescimento do PIB da região.
No entanto, para especialistas, a crise econômica nacional já atingiu os setores do agronegócio e de serviços, e os impactos devem fazer com que os PIBs de 2013 e 2014 tenham desempenho ruim.
“Esses dois setores, que são os carros-chefes da região, já estão há pelo menos um ano com queda no crescimento e, até mesmo, com retração”, disse Edgar Monforte Merlo, também professor da USP Ribeirão.
As riquezas produzidas na região também tiveram um leve crescimento na participação do Estado. Em 2011, o PIB da região representava 6% de todo o Estado. Em 2012, ele passou a ser 6,3%.
Oscilações
Cristais Paulista e Ribeirão Corrente foram os dois municípios da região que registraram o maior crescimento na produção de riqueza em 2012, com aumento de 41%.
As duas cidades têm forte dependência do setor agrícola, com prevalência da produção de café. O PIB do setor agrícola cresceu 71,1% em Ribeirão Corrente e 92,8%, em Cristais Paulista.
"Os produtores de café tiveram uma safra muito boa em 2012. Então, como toda a economia da cidade depende do cultivo do café, nós tivemos uma melhora", disse o prefeito de Cristais Paulista, Miguel Marques (PSDB).
Já Buritizal foi a cidade que registrou a maior queda no PIB na região. A produção de riquezas na cidade caiu 32,3%, em 2012.
A cidade passou a enfrentar problemas depois que a usina, principal fonte de arrecadação e geração de riqueza, passou a contabilizar sua produção em outra cidade.
Para Sakurai, a dependência de pequenas cidades ao agronegócio demonstra falta de planejamento e má gestão dos recursos. Segundo ele, a maior parte do orçamento desses municípios provém de repasses dos governos federal e estadual, e investir em indústrias e empregos é fundamental para a economia.
Ribeirão Preto é a 28ª cidade mais rica do país
Com um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 20,3 bilhões, Ribeirão Preto é a 28ª cidade mais rica do país.
De acordo com o levantamento, o montante das riquezas geradas por todos os setores da economia de Ribeirão Preto em 2012 foi 9% maior do que o registrado no ano anterior.
Em 2011, o PIB do município era de R$ 18,6 bilhões, quando a cidade figurava na 30ª posição no ranking nacional. O desempenho de Ribeirão em 2012 é, inclusive, superior ao de quatro Estados brasileiros: Tocantins, Amapá, Acre e Roraima.
O PIB do município também foi superior ao de oito capitais: Campo Grande (MS), Maceió (AL), Cuiabá (MT), Natal (RN), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Aracaju (SE) e Porto Velho (RO).
Fred Guimarães, economista da Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), disse que em 2012, Ribeirão ainda “colhia” os reflexos do crescimento dos dois anos anteriores.
Conjuntura favorável
“Logo após a crise internacional de 2009, Ribeirão teve um crescimento excepcional em 2010. A conjuntura da época favorecia muito o crescimento da cidade, por exemplo, por causa da redução dos juros", disse Guimarães.
O economista ressalta que, apesar de o crescimento de 2012 ainda ter sido bom, ele foi menor que o de 2011, quando o PIB do município cresceu 11% na comparação com 2010.
"O crescimento foi muito intenso em 2010 e a partir daí, gradativamente, foi sendo reduzido. O crescimento de 2012 é o último que pode ser considerado bom", disse Guimarães.