Pessoas se refrescam em piscinas O ano de 2014 foi o mais quente do planeta desde o início dos registros em 1880, de acordo com análises da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) e da Nasa, apresentadas no dia 16 de janeiro. O parecer oficial, no entanto, ainda será divulgado pela ONU.
A NOAA ainda anuncia que dezembro também marcou uma temperatura média na superfície da Terra e dos oceanos sem precedentes nos últimos 134 anos para o mês.
Para o ano, a temperatura média se situa entre 0,69°C acima da média do século XX, superando as marcas prévias de 2005 e 2010, de 0,04°C. O relatório da agência diz que o recorde de aquecimento se propagou pelo mundo.
Segundo a análise da Nasa, desde 1880, quando foi iniciada a medição, a temperatura média da Terra ficou 0,8°C mais quente, uma tendência provocada em grande parte pelo aumento das emissões de dióxido de carbono e de outros gases pelo homem na atmosfera do planeta.
Aquecimento do planeta
Além disso, os 10 anos mais quentes registrados, com exceção de 1998, ocorreram a partir de 2000. Essa tendência continua com o aquecimento de longo prazo do planeta, de acordo com medidas de temperatura da superfície da Terra feitas pelos cientistas da Nasa.
“Enquanto o ranking de anos individuais pode ser afetado por padrões climáticos caóticos, as tendências de longo prazo são atribuíveis a causas da mudança climática que agora são dominadas por emissões humanas de gases do efeito estufa”, disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa, em Nova York, em comunicado.
Entre as regiões do mundo onde foram registrados recordes de calor estão a Rússia, o oeste do Alasca, o ocidente dos Estados Unidos, algumas zonas da América do Sul, parte do litoral australiano, norte da África e quase toda a Europa.
A agência disse ainda que as medições realizadas pela Nasa de forma independente chegam às mesmas conclusões.
Impactos no Brasil
O documento da OMM cita a seca na região Sudeste do Brasil como uma das anomalias que ocorreram em conseqüência da temperatura global maior.
De acordo com o texto, a seca severa em áreas do leste do país e na região central “causou um déficit hídrico grave que se estende por mais de dois anos. A cidade de São Paulo tem sido particularmente afetada com a grave escassez de água e o baixo nível do reservatório Cantareira”, disse o informe.
Segundo a meteorologia, a seca que atingiu o Sudeste brasileiro neste ano foi a pior em 80 anos. Somente no Estado de São Paulo, a estiagem deverá causar a maior perda em 50 anos na agricultura.
A OMM afirma ainda que as temperaturas na América do Sul ficaram acima da média em grande parte do continente, principalmente no Sul do Brasil e no Norte da Argentina.