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RIO - A produção industrial brasileira encolheu 3,2%, em 2014. Foi o pior tombo desde 2009 (7,1%). Somente em dezembro, a indústria registrou recuo de 2,8% em relação ao mês anterior e 2,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado. As previsões de economistas dos principais bancos e corretoras compilados pela agência Bloomberg esperava recuo de 0,4% a 4,3% na passagem entre novembro e dezembro e queda emtre 0,3% e 2,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.
O resultado negativo no ano foi influenciado pela queda generalizada em todos os segmentos pesquisados pelo IBGE. A pior taxa foi registra nos bens de capital, importante indicador do nível de investimento: queda de 9,6%. Já os bens intermediários caíram 2,7% em 2014, após alta de 0,4% no ano anterior.
Na passagem entre novembro e dezembro, 17 dos 24 ramos investigados registraram números negativos.
A indústria brasileira sofreu com a queda da confiança de empresários e de consumidores, o baixo crescimento da economia brasileira, além da crise de parceiros importantes como a Argentina. Durante a Copa do Mundo, sofreu o impacto de menos dias úteis e conviveu com problemas históricos de competitividade. Os níveis do estoque da indústria ainda estão elevados.
A fraca produção tem arrastado para baixo também os números do emprego na indústria. Resultados já divulgados da Pesquisa Industrial Mensal - Emprego e Salários (Pimes) de novembro mostram uma predominância de resultados negativos ligados diretamente à dinâmica da produção.
Em novembro, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria recuou 0,4% na comparação com outubro, na oitava queda seguida nesse tipo de comparação. Em relação a novembro de 2013, o recuo foi de 4,7%. Nos 11 primeiros meses de 2014, o pessoal ocupado assalariado acumula queda de 3,1%, enquanto nos últimos 12 meses a queda atinge 3%.
Fonte: g1.globo.com