GERAL

Material escolar: variação de preços
05/02/2015

VARIAÇÃO EM PREÇOS DE MATERIAL ESCOLAR É ENORME EM ITUVERAVA


Diretor do Procon Marcelo Spósito Liporaci Machado explica que situação também é comum em outras cidades

O início do ano sempre vem acompanhado por inúmeras despesas, algumas bastante pesadas para o orçamento das famílias brasileiras, como é o caso do IPTU, IPVA, entre outros. Por isso, é importante ficar atento a todas as formas de economizar, e no momento de comprar materiais escolares, essa economia pode ser realmente significativa.

Levantamento feito pela Tribuna de Ituverava em papelarias da cidade aponta que a variação entre dois produtos idênticos pode chegar a até 300% entre um estabelecimento comercial e outro. É exatamente o caso de um apontador, que custa R$ 0,60 em uma livraria e R$ 1,80 em outra.

Uma caixa de lápis de cor com 48 cores, da marca Faber Castell, também tem uma variação enorme. O produto custa R$ 26,50 em uma livraria, enquanto em outra custa R$ 40, o que significa um aumento de 50,94%.

O lápis também apresenta muita diferença. Enquanto custa R$ 0,60 em uma livraria, chega a R$ 1,50 em outra, variação de 150%. A borracha tem variação de 100%: de R$ 0,75 em um local passa para R$ 1,50 em outro. A cola custa R$ 0,90 em uma livraria, enquanto em outra chega a R$ 1,60, ou seja, há variação de 77,77%.

Outras cidades
De acordo com o diretor do Procon de Ituverava, o advogado Marcelo Spósito Liporaci Machado, a questão na cidade não foge ao que é constatado em outras.

“A variação de preços de uma mesma mercadoria chega a ser gritante. Pode ser da mesma marca ou não, o certo é que a diferença de preços entre os itens é grande e, se o consumidor não fizer uma pesquisa prévia de preços, pagará caro ao final”, explica.

Variação em Ribeirão Preto ultrapassa 390%
Uma pesquisa realizada pela Fundação Procon em Ribeirão Preto (SP) constatou que o preço dos materiais escolares pode variar até 390% na cidade. Entre os 169 itens avaliados, a maior diferença foi na caneta esferográfica. O levantamento foi realizado entre 5 e 7 de janeiro deste ano, em nove papelarias nos bairros Campos Elíseos, Jardim Santa Cruz, Vila Seixas, Jardim Paulista, Vila Tibério, Higienópolis e Centro.

Comparação
A pesquisa comparou itens de determinadas marcas escolhidos de acordo com as listas de materiais elaboradas por cerca de 50 escolas municipais, estaduais e particulares em todo o Estado de São Paulo.

Do total de produtos pesquisados, 29% apresentaram diferença de preço abaixo de 50%, 43% tiveram diferença de preço entre 50% e 100%, e 28% variaram acima de 100%.

Entre os materiais com maior variação de preço, a caneta esferográfica registrou valores entre R$ 1,02 e R$ 5 - variação de 390,20%. Em segundo lugar, a borracha de duas cores variou 328,57%, com preços entre R$ 0,35 e R$ 1,50.

Já os produtos encontrados por um preço mais parecido nas lojas avaliadas foram a lapiseira 0.7 mm (com 5,88% de variação) e o apontador de lápis com depósito (11,34%).

Diretor do Procon dá dicas para gastar menos com a lista escolar
O diretor do Procon de Ituverava, Marcelo Spósito Liporaci Machado, afirma que o importante é pesquisar preços. “Para que se gaste menos ao adquirir os materiais escolares, é importante a pessoa fazer uma pesquisa de preços entre os estabelecimentos comerciais especializados do setor (papelarias) e até mesmo nos supermercados que vendem alguns itens. Desta maneira, é possível fracionar as compras entre os estabelecimentos pesquisados, optando pela aquisição dos produtos mais baratos em cada loja”, ressalta.

Segundo ele, a variação de preços ocorre em virtude da ausência de tabelamento. “Cada loja trabalha dentro de uma margem de lucro e ainda há a prática de colocar alguns produtos em promoção, a fim de ‘chamar’ o consumidor, o que é normal e legal. Ocorre que, para compensar essa promoção, ou seja, essa diminuição da margem de lucro, outros produtos têm seus preços elevados”, enfatiza.

Dica
A principal dica, segundo ele, é pesquisar e aproveitar eventuais promoções. “É importante sempre se lembrar de fracionar as compras, optando pelos melhores preços”, destaca.

Outra dica é verificar a qualidade do produto. “Muitas vezes pagar mais caro não significa, necessariamente, a melhor qualidade. Isso não se refere apenas à durabilidade do produto, abrange também a segurança do consumidor (crianças e adolescentes), sendo certo que produtos de origem duvidosa podem trazer substâncias tóxicas ou causar acidentes de consumo”, diz.

“Por fim, havendo possibilidade, deve-se dar preferência para que o pagamento seja à vista. Não é recomendável utilizar o cartão de crédito para financiar compras, pois os juros são os mais altos praticados no mercado. Busque sempre os financiamentos menos onerosos, caso seja esta modalidade de pagamento buscada pelo consumidor. Outra questão, é importante exigir a nota fiscal para eventuais reclamações posteriores”, observa.