Fachada do Conselho Tutelar durante paralisação Na última quinta-feira, 12 de fevereiro, Conselhos Tutelares de todo o país fecharam as portas em protesto ao assassinato de três conselheiros tutelares na cidade de Poção (PE), ocorrido no último sábado, 7 de fevereiro, enquanto realizavam um atendimento.
Os conselheiros faziam atendimento de proteção a uma criança que teria a guarda entregue para a avó, que também foi assassinada. Diante da repercussão nacional que o caso ganhou, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) deliberou pela paralisação nacional dos Conselhos Tutelares.
Os conselheiros reivindicam respeito e reconhecimento das autoridades devido a importância do trabalho realizado pela categoria, além do reconhecimento dos direitos sociais já garantidos através de Lei Federal 12.696/2012, com a adequação imediata das leis municipais e do pagamento retroativo à data da publicação da lei e melhorias na estrutura administrativa.
Ituverava
Em Ituverava, o órgão colocou uma faixa na fachada do prédio, informando sobre a paralisação. “Neste dia, o Conselho Tutelar ficou fechado, mas continuamos fazendo os atendimentos de emergência normalmente para não prejudicar as pessoas atendidas pelo órgão”, explica o presidente do Conselho Tutelar de Ituverava, Germano Antônio Segismundo Júnior, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
“Foi um caso que realmente chocou o país, pois o trabalho do conselheiro é feito com o objetivo de proteger os direitos da criança e do adolescente”, ressalta.
Ainda de acordo com ele, Ituverava não poderia ficar de fora da paralisação. “É uma forma de fazer valer o respeito pelas atribuições, autonomia e autoridade do Conselho Tutelar”, enfatiza.