Ação realizada durante Dia D de Combate à Dengue e à Chikungunya Foi realizado em todo o país no último sábado, 7 de fevereiro, o Dia D de Combate à Dengue e à Chikungunya. Em Ituverava, a data foi marcada por uma ação realizada na Praça Dez de Março e na Avenida Dr. Soares de Oliveira, onde foram passadas orientações sobre os sintomas e como deve se a prevenção às doenças, além da distribuição de panfletos explicativos. O evento foi promovido pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária.
A campanha do último final de semana é mais um exemplo do excelente trabalho de combate à dengue que tem sido desenvolvido na gestão do prefeito Walter Gama Terra Júnior. Em 2014, por exemplo, foram apenas 91 notificações da doença, sendo 11 casos positivos e 80 negativos.
Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária, Paula Virgínia de Oliveira, no último sábado, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária orientaram as pessoas que passaram pela Praça Dez de Março, mostrando os riscos da dengue e da chikungunya e quais são os meios mais eficazes de evitá-las.
“Foram distribuídos cerca de 3 mil panfletos durante a ação. O evento superou as expectativas, pois foi uma ação elaborada rapidamente e mesmo assim atingiu grande público. É uma ação importante, pois embora as doenças estejam controladas na cidade, em outras regiões os números de casos estão bem elevados”, afirma, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
Os participantes aprovaram. “Passei pelo Pra 10 de Março para resolver alguns assuntos no centro da cidade, mas quando vi a movimentação decidi ver o que era. Fiquei muito feliz ao ver que era uma ação contra duas doenças que sempre estão na mídia devido ao perigo que causam à população. Se pararmos para pensar são duas doenças fáceis de serem evitadas, por isso é importante cada um fazer a sua parte”, afirma a dona de casa, Helena da Silva Mendonça.
No ano passado houve queda de 59% nos casos de dengue e 40% nas mortes provocadas pela doença no Brasil no ano passado. O Ministério da Saúde, no entanto, pede à população que reforce as medidas de prevenção.
Ministério lança Campanha de Prevenção a DSTs e Aids
A maioria dos brasileiros (94%) sabe que a camisinha é melhor forma de prevenção às DST e Aids. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do país não usaram preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses.
Os dados são da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), apresentados durante o lançamento da Campanha de Prevenção às DST e Aids para o Carnaval 2015. Realizada em 2013, a pesquisa entrevistou 12 mil pessoas na faixa etária de 15 a 64 anos, por amostra representativa da população brasileira.
Os dados comparativos com pesquisas anteriores mostram que o uso do preservativo na última relação sexual, ocorrida nos últimos 12 meses, se manteve praticamente estável: 52% em 2004, 47% em 2008 e 55% em 2013, apesar das constantes campanhas de estímulo ao uso do preservativo durante todos esses anos.
Os números ainda mostram que houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 19%, em 2004, para 26% em 2008, chegando a 44% no ano de 2013.
Ação
Diante do cenário, o Ministério da Saúde optou por uma campanha de carnaval focada na prevenção, combinando camisinha, testagem e tratamento. Para isso, houve um fortalecimento de estratégias complementares ao uso do preservativo.
Paralelo às campanhas de incentivo ao sexo seguro, que são desenvolvidas pelo Governo Federal, Estados e municípios, o Brasil tem adotado outras estratégias de prevenção, como a ampliação da testagem do HIV.
Em 2014, foram distribuídos 6,4 milhões de testes rápidos para HIV, número 26% superior aos 4,7 milhões distribuídos em 2013. Das cerca de 734 mil pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil atualmente, 80% foram diagnosticadas.
O ampliação da assistência às pessoas com HIV e Aids e o incentivo ao diagnóstico precoce fazem parte das estratégias do Ministério da Saúde no cumprimento da meta “90-90-90”, que corresponde a 90% de pessoas testadas, 90% tratadas e 90% com carga viral indetectável até 2020. As metas foram adotadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).
Ituverava
Em Ituverava, a campanha segue os moldes do Ministério da Saúde. Haverá distribuição de panfletos e foram fixados cartazes em postos de saúde e outros pontos. Também estão sendo distribuídos preservativos em postos de saúde e em locais estratégicos - escolas, por exemplo - para atingir os principais públicos-alvos da campanha, como os jovens.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Wagner Benedetti, a ação tem um papel muito importante como prevenção. “A Prefeitura de Ituverava, através da Secretaria da Saúde, desenvolverá ações para a prevenção das DSTs como palestras em indústrias e instituições da saúde da cidade, bem como distribuição de panfletos e de aproximadamente sete mil preservativos para a população”, afirma.
“A campanha é de suma importância, pois leva ao público maiores esclarecimentos a respeito das doenças sexualmente transmissíveis, além de conscientizar a população sobre a importância do uso do preservativo nas relações sexuais como forma de evitar doenças e incentivar o teste”, completa Benedeti.
A febre Chikungunya é uma doença parecida com a dengue
Febre Chikungunya é causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. Seu modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus. Ela se caracteriza pelo súbito aparecimento de febre, geralmente acompanhada de dores articulares. Também pode haver dores musculares e de cabeça, náuseas, cansaço e aparecem erupções cutâneas.
A febre chikugunya não é transmitida de pessoa para pessoa. O contágio se dá pelo mosquito que, após um período de sete dias contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus CHIKV durante toda a sua vida, transmitindo a doença para uma população que não possui anticorpos contra ele. Por isso, o objetivo é estar atento para bloquear a transmissão tão logo apareçam os primeiros casos.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre Chikungunya está no seu acometimento das articulações, pois o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.
O nome chikungunya deriva de uma palavra em makonde (povo que habita a África oriental) que significa “aqueles que se dobram”, descrevendo a aparência encurvada de pacientes que sofrem de artralgia - dor nas articulações – intensa.
Ciclo
O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas.
O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. Uma vez que o indivíduo é picado, demora no geral de dois a doze dias para a febre chikungunya se manifestar, sendo mais comum cinco a seis dias.
A transmissão da dengue raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C - por isso ele se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve.
Mosquito transmissor
É importante lembrar que os ovos que carregam o embrião do mosquito transmissor da febre chikungunya podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes e esperando um ambiente úmido para se desenvolverem.
Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o inseto demora dez dias, em média. Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos.
Para o secretário municipal de Saúde, Wagner Benedeti, é importante a população entender que a preocupação deve ser redobrada. “A Chikungunya já tem feito vítimas em nosso Estado e seus sintomas incluem severas dores nas articulações", alerta.