O mesmo remédio antialérgico nas versões de marca, genérico e similar Com milhares de fórmulas de princípios ativos disponíveis no mercado para o tratamento das mais variadas doenças, muitas pessoas ficam na dúvida na hora de comprar medicamentos. Seja pela marca do laboratório, pelo preço, por aconselhamento do médico ou do farmacêutico, ou ainda pelo receio de consumir medicamentos genéricos ou pela falta de conhecimento sobre o assunto, muitas pessoas acabam por pagar mais caro nos chamados “medicamentos de marca”.
Um medicamento é um produto farmacêutico composto por uma ou mais moléculas, que é chamado de princípio ativo. O objetivo primário de todo medicamento é atingir um alvo específico no corpo, promovendo benefícios.
Existem diferenças entre medicamentos sintéticos e biológicos, sendo que os últimos são produzidos a partir de seres vivos, por meio da combinação de DNA humano com sistemas celulares não-humanos. Dessa forma, os medicamentos biológicos possuem moléculas grandes e em seu processo de manufatura devem ser controlados para não ocorrerem variações em sua estrutura durante a fabricação. Os medicamentos biológicos são difíceis de serem digeridos pelo intestino, e são administrados por injeção para chegar diretamente ao sangue.
Os medicamentos sintéticos, por sua vez, são aqueles obtidos através da combinação de substâncias químicas, sendo que seu princípio ativo tem moléculas pequenas e mais estáveis no organismo, o que faz com que sejam absorvidas rapidamente pelo organismo.
Conhecer as semelhanças e diferenças entre os medicamentos é fundamental para medir o melhor custo-benefício na hora de comprar.
Remédio de marca é o primeiro a obter registro
O medicamento de marca, também chamado de inovador, é aquele cujo princípio ativo tenha sido o primeiro a obter registro no país. Isso só ocorre após a realização de pesquisas e testes que validem seus efeitos e que mostrem sua segurança para consumo humano. Sua formulação é protegida por uma patente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analisa os dados das pesquisas e, através da Gerência Geral de Medicamentos (GGMED), libera ou não a patente do princípio ativo para o laboratório. O processo de liberação é longo, sendo necessário que o laboratório apresente os resultados das três fases de estudos clínicos que foram realizados, informações técnicas sobre a droga e sua toxidade, estudos que comprovem seu prazo de validade, o texto da bula, a estimativa de preço de venda e um certificado emitido pela própria Anvisa que garanta que a fábrica onde o medicamento será produzido segue os padrões estabelecidos por lei. Um medicamento inovador leva de 9 a 14 meses para ser aprovado pela Agência.
Medicamento genérico é a cópia do remédio de marca
Quando a patente expira, a legislação brasileira permite que outros laboratórios passem a fabricar o medicamento inovador, desde que comercializados pelo nome de seu principio ativo.
Para lançar um medicamento genérico, a empresa deve provar à Anvisa que seu produto é uma cópia do medicamento inovador, e que atende às normas dos órgãos regulatórios. Dessa forma, o genérico deve ter o mesmo fármaco, na mesma quantidade e forma farmacêutica do medicamento de referência.
O genérico possui a mesma eficácia do medicamento inovador, mas, como não houve gastos com pesquisas, eles custam, no mínimo, 35% a menos do que os remédios de marca. Isso não quer dizer não são realizados estudos, pois é necessário garantir a bioequivalência do genérico em relação ao medicamento de referência.
Bioequivalência é a demonstração de equivalência farmacêutica entre os medicamentos apresentados sob a mesma forma farmacológica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípios ativos e que tenham biodisponibilidade (velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma farmacêutica, a partir de sua curva concentração / tempo na circulação sistêmica ou sua secreção na urina) quando estudados sob experimentos similares.
Regras
Os medicamentos genéricos possuem regras de venda: não podem ser vendidos sob nome comercial, sendo que em sua caixa deve constar a denominação química do princípio ativo, além da tarja amarela com a frase “Medicamento genérico – Lei 9.787/99”.
A política de genéricos no Brasil foi criada a fim de ampliar o acesso da população aos medicamentos. O foco principal dos genéricos vendidos hoje são as doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes.
Hoje, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genérico), é possível comprar medicamentos com valores até 65% menores do que antes da que permite a venda de genéricos e similares.
Cor da tarja depende dos efeitos colaterais
Tarja preta
Indica que o remédio tem alto risco de apresentar efeitos colaterais — o principal problema é a possibilidade de o paciente se viciar. Usados geralmente para tratamento de problemas psíquicos, como depressão e esquizofrenia, os de tarja preta só podem ser vendidos com receita especial, que fica com o farmacêutico depois da compra.
Tarja vermelha com retenção de receita
Mostra que o medicamento pode causar efeitos colaterais, embora não seja tão perigoso e tenha menor poder viciante que os de tarja preta.
Entre os medicamentos desse tipo estão certos anabolizantes e antidepressivos como o Prozac. Para comprá-los, também é preciso apresentar uma receita que fica na farmácia.
Tarja vermelha
Significa que o remédio pode causar efeitos colaterais e só pode ser vendido com receita médica — mas não é preciso deixá-la com o farmacêutico porque, em tese, os de tarja vermelha não são tão perigosos quanto os de tarja preta.
Na prática, muitas farmácias não exigem receita para vender esses remédios.
Sem tarja
Também conhecidos pela sigla OTC (do inglês over the counter, "em cima do balcão"), os remédios sem tarja podem ser vendidos sem receita médica porque têm efeitos colaterais mais amenos.
De novo, o grande perigo é que o paciente exagere na dose ou resolva comprar remédios sem antes passar no médico.
Medicamento similar também deve ser testado e aprovado pela Anvisa.
Assim como ocorre com o medicamento genérico, o similar tem o mesmo principio ativo, concentração, forma farmacêutica, administração e indicação terapêutica do medicamento inovador, mas é vendido com outro nome comercial. Contudo, de acordo com a legislação vigente, parte dos medicamentos similares podem não ter comprovação de bioequivalência com a droga inovadora, mas todos devem ser submetidos a testes pela Anvisa.
A obrigatoriedade de estudos de equivalência farmacêutica surgiu através da RDC 134/03, em 2003. Foi determinado que 21 princípios ativos específicos apresentassem comprovação de bioequivalência naquele ano, e os demais têm até 2014 para apresentar seus resultados à Anvisa.
Da mesma forma que um medicamento de marca, a droga similar é vendida com um nome fantasia, que vem estampado em sua embalagem seguido de seu princípio ativo.
Como sua fabricação exige custos menores do que a de um medicamento inovador, o similar tende a ser mais barato. Dos 11 mil medicamentos registrados na Anvisa, estima-se que cerca de oito mil são similares.
Remédio de marca
É o medicamento inovador, criado a partir de alguma nova substância sintetizada em laboratório, o chamado princípio ativo. Para desenvolvê-lo, gastam-se décadas e milhões de dólares — por isso, remédios de marca são protegidos por leis que garantem exclusividade nas farmácias por até 20 anos.
Na embalagem, o remédio traz um nome inventado (o nome "fantasia"), o do princípio ativo e o da empresa que criou a fórmula.
Genérico
Indicado por uma tarja amarela na embalagem, é uma cópia fiel do remédio de marca: possui o mesmo princípio ativo (que, aliás, é o "nome" do genérico), a mesma dosagem, a mesma forma farmacêutica e age de maneira idêntica no organismo.
A vantagem é o preço, que é muito mais baixo que o remédio de marca. Para certificar a semelhança, o genérico precisa passar por exames que comprovem a equivalência antes de chegar à prateleira.
Similar
Também é uma cópia do medicamento de referência, mas não tão exata quanto o genérico. Como o similar não é aprovado pelos testes farmacêuticos de equivalência, não dá para considerá-lo um substituto perfeito do remédio de marca.
A caixa traz um nome fantasia, o do princípio ativo e o da empresa que copiou o medicamento. Apesar de ele ser barato, a dica é sempre perguntar para o seu médico se o similar que você quer comprar é confiável
Custos do Celestamine
De marca - R$34,00
Genérico - R$19,50
Similar - R$17,50