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21/03/2015

POPULAÇÃO ACREDITA QUE ESCÂNDALO DA PETROBRAS TERMINE EM PIZZA


Entrevistados acreditam que envolvidos em esquema de corrupção poderão ficar impunes, como no mensalão

Em novembro do ano passado completou um ano desde que ocorreram as primeiras prisões decorrentes do julgamento do mensalão, escândalo de corrupção que veio à tona durante o governo do ex-presidente Lula. No entanto, embora muitos tenham acreditado que as prisões foram um importante passo para o combate a corrupção no Brasil, sete dos 20 condenados a cumprir pena na cadeia já estão no regime aberto, pelo qual o preso pode ficar em casa.

Outros cinco estão no semi-aberto, regime pelo qual trabalham durante o dia e voltam à noite para a prisão. Desses, quatro já pediram progressão de pena para o aberto e aguardam a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em regime fechado, estão sete dos condenados no esquema. São os presos que receberam as penas mais elevadas, porém, nem um deles é político. É o caso do publicitário Marcos Valério; seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollebach; a ex-funcionária Simone Vasconcelos; a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e os ex-dirigentes do Banco Rural, José Roberto Salgado e Vinícius Samarane. Fica a dúvida, é uma questão relevante ou coincidência?

O julgamento do mensalão começou em agosto de 2012 e terminou em março de 2014, com a análise pelos ministros do STF, dos últimos recursos dos réus.Petrobras
Com investigação sobre corrupção, renúncia de diretores, processos, sobe e desce de ações, queda do preço do petróleo no mercado internacional, a Petrobras está desmoralizada e passa por uma fase turbulenta, que lembra o escândalo do mensalão. A investigação está sendo feita, mas a sensação de que os envolvidos não serão devidamente punidos é comum em boa parte dos brasileiros.

A operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal (PF), teve início em março do ano passado, para apurar suposto esquema de corrupção na Petrobras, relativo a desvio e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da estatal, grandes empreiteiras e políticos.

A operação recebeu este nome porque um dos grupos envolvidos no esquema fazia uso de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro ilícito.

Segundo a PF, a Petrobras contratava empreiteiras por licitações fraudadas. As empreiteiras combinariam entre si qual delas seria a vencedora da licitação e superfaturavam o valor da obra. Parte desse dinheiro "a mais" era desviado para pagar propinas a diretores da estatal, que, em troca, aprovariam os contratos superfaturados. O desvio é estimado em mais de R$ 10 bilhões pela PF.

O repasse era passado pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef, que distribuiria o suborno. De acordo com a investigação, políticos dos partidos PMDB, PP e PT também se beneficiariam do esquema, recebendo de 1% a 3% do valor dos contratos. Os políticos negam o envolvimento. Diretores da Petrobras e empreiteiros foram presos.

O balanço do terceiro trimestre de 2014 da Petrobras, que deveria ser divulgado em novembro, foi adiado duas vezes devido às investigações. No dia 28 de janeiro, a empresa divulgou os resultados, mas sem revisão e aprovação dos auditores independentes. O balanço também não incluiu nenhuma perda relacionada ao rombo da corrupção, decepcionando o mercado.

Enquete
Para saber os ituveravenses acreditam que os envolvidos serão devidamente punidos, a Tribuna de Ituverava foi às ruas nesta semana. A maioria dos entrevistados acredita que não.



Confira as respostas: