Está em funcionamento desde o dia 16 de março, o aparelho de ressonância magnética da Santa Casa de Misericórdia, adquirido com verbas da instituição e da Secretaria Estadual da Saúde, liberadas a pedido do deputado estadual Barros Munhoz.
Instalado próximo à Recepção da instituição de saúde, onde era a Sala de Reuniões, o aparelho é operado pela equipe do setor de Radiologia e Diagnóstico por Imagens da Santa Casa de Misericórdia, formada pelos médicos Rogério Silva Pereira, Aldo Benjamim Rodrigues Barbosa e Flávio Cardoso Pereira.
Com essa inovação, a Santa Casa se consolida como uma referência regional, passando a beneficiar uma população de cerca de 250 mil pessoas, de vários municípios próximos a Ituverava.
O aparelho instalado é um Siemens de 1,5 tesla (unidade de medida do campo magnético), capaz de emitir diagnósticos com precisão e rapidez. Antes, os pacientes que precisou passar por exames mais sofisticados deveriam se dirigir para Franca ou Ribeirão Preto, o que não mais será necessário.
Além da qualidade de imagem, o aparelho tem a abertura de 70 cm, maior do que a maioria dos aparelhos, o que permite que o exame seja feito por pessoas que sofrem de claustrofobia.
Funcionamento
Para falar sobre o funcionamento do aparelho, o médico radiologista Aldo Benjamim Rodrigues Barbosa concedeu entrevista à Tribuna de Ituverava. “A Ressonância Magnética é um método de imagem que não utiliza Raios-X ou outra qualquer radiação ionizante. É utilizada em situações onde os outros exames como radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada são inconclusivos, ou seja, não conseguem elucidar a doença. A sua utilização abrange as mais diversas áreas como neurologia, ortopedia, angiologia e medicina interna”, afirma.
“É um método de imagem revolucionário e seguro, pois as imagens são obtidas utilizando campos magnéticos muito intensos determinando imagens de alta qualidade. O procedimento é totalmente indolor”, ressalta Benjamim.
Restrições
Dr. Aldo Benjamim lembra, no entanto, que existem algumas contra-indicações para realização do exame. “Existem as contra-indicações absolutas, relativas à presença ou não de materiais ferromagnéticos nos pacientes. Em situações como marcapasso, implantes cocleares, fixadores ortopédicos externos, projéteis metálicos próximos a estruturas nobres, alguns tipos de clips de aneurismas entre outros, o exame não pode ser feito. Todos os pacientes são submetidos a um questionário rigoroso a fim de cumprir as normas de segurança e evitar acidentes”, relata o médico.
“Para se fazer o exame é necessário responder ao questionário de segurança para saber se pode ou não entrar no campo magnético; trazer o pedido médico, pois em alguns tipos de exame é necessário jejum; nos casos de uso de contraste venoso, é preciso trazer no agendamento e no dia do exame, um exame recente de função renal (uréia e creatinina)”, enfatiza.
O radiologista ainda lembra que o exame dura em média, entre 20 e 30 minutos, e os resultados ficam prontos em torno de 36 a 48 horas.