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Cães e gatos de qualquer idade ou raça podem ser acometidos pela doença.
24/05/2015

É PRECISO ESTAR ATENTO À OTITE EM CÃES E GATOS


Fazer a limpeza regular das orelhas do cachorro é importante para observar se a coloração está normal

Agressividade ao tocar as orelhas, coceira excessiva, vermelhidão e mudança da espessura são alguns sinais que podem indicar que o seu cão está com dor de ouvido – também conhecida como otite externa. Em alguns casos, os animais demonstram atitude agressiva quando o dono encosta em sua orelhas, outro sinal é que outros deixam de se alimentar devido à dor excessiva.

Além disso, fazer a limpeza regular das orelhas do cachorro é importante para observar se a coloração está normal, pois a orelha saudável possui pouca cera e tem uma cor rosada, com pele fina e não tem odor. Quando o cachorro está com otite, a orelha acumula cera e sujeiras em quantidade maior, fica avermelhada e mais espessa, com mau cheiro e secreções amareladas ou marrons.

Otite externa é uma condição inflamatória do tecido de revestimento do canal auditivo externo e a sua incidência é de até 20% em cães e de 2% em gatos. Cães e gatos de qualquer idade ou raça podem ser acometidos pela doença.

Por ser uma doença “escondida” e que apresenta sintomas que muitas vezes não são tão fáceis de serem notados, a otite deve ser prevenida, e a melhor forma é conhecer as causas da doença.

Tipos de otite
A otite externa pode ser aguda ou crônica. Nos casos agudos, ocorrem breves episódios de inflamação do canal do ouvido, que se recuperam completamente mediante tratamentos que eliminem a causa da inflamação. Animais com otite externa crônica têm processos inflamatórios persistentes ou recorrentes que, normalmente, envolvem mais de uma causa. Nestes casos, todas as causas devem ser identificadas e tratadas para que o tratamento seja eficiente.

Depois de diagnosticar a otite externa, o desafio é identificar a causa, o que não é uma tarefa fácil. Existem vários fatores que podem ocasionar ou contribuir para a otite externa. Os fatores predisponentes são aqueles que podem levar à doença, mas eles isoladamente não causam a inflamação. São situações ou condições que "sensibilizam" o ouvido para outros fatores que vão induzir à inflamação.

Saiba como tratar a otite do seu pet
O mais importante é procurar o médico veterinário aos primeiros sinais e, após o diagnóstico, realize o tratamento conforme a orientação. Ele pode ser tópico (pomadas e cremes), oral, lavagem ou até mesmo cirurgia.

O diagnóstico é por meio da observação do ouvido do cachorro com o otoscópio, aparelho por meio do qual é possível enxergar dentro do ouvido. Daí, já é possível avaliar a presença de ácaros e como está o estado do conduto auditivo do animal, podendo-se, então, iniciar o tratamento da forma mais adequada.

O tratamento pode ser feito com o uso de pomadas e cremes, aplicados no ouvido ou por meio de medicamentos administrados por via oral. Quando o caso está mais grave, a realização de uma lavagem otológica sob sedação, pelo médico veterinário, pode ser a melhor solução para eliminar as bactérias que estão causando a doença.

Em casos crônicos, a intervenção cirúrgica é a solução, pois neste caso, o tímpano do cão já pode estar comprometido, e somente a cirurgia pode impedir que o pet fique surdo.

Casos mais comuns
Em casos mais comuns, em que a otite não está tão avançada, o tratamento pode ser em casa mesmo, por meio do uso de ceruminolítico, no mínimo duas vezes ao dia, para eliminar a sujeira e secreção, junto com o medicamento prescrito pelo veterinário.

O tratamento da otite é dependente da identificação e controle dos fatores predisponentes e causas primárias em conjunto com a limpeza do canal auditivo e da orelha externa.

Se não tratada a tempo ou se o tratamento for de maneira incorreta, a otite em cachorros leva o animal à surdez. Jamais use medicamentos por conta própria e saiba que uso inadequado dos mesmos pode acabar piorando o quadro da doença. Procure sempre um veterinário aos primeiros indícios da inflamação.

As principais causas da doença
Primárias – que diretamente induzem à otite externa: parasitas, alergias, corpos estranhos, distúrbios de queratinização e doenças autoimunes.

Fatores predisponentes – que representam riscos para o desenvolvimento da otite externa: conformação do canal auditivo, umidade excessiva, tratamentos inadequados e obstruções do canal.

Vento em excesso nas orelhas dos animais também são causas comuns. Se for fazer um passeio de carro, feche sempre a janela (lógico que não precisa ser totalmente) para evitar que o cachorro fique exposto ao vento direto nos ouvidos.

O clima de muito calor e umidade também ajuda na manifestação da otite, então mantenha sempre seu cachorro em um ambiente limpo e arejado.

Vale lembrar, mais uma vez, que algumas raças já possuem uma predisposição natural para ter otite, pois possuem orelhas caídas e grandes, impedindo que o ouvido entre em contato com o ambiente e acumulando mais facilmente as sujeiras, que se alojam ali e não conseguem sair naturalmente devido à vedação e umidade.

Sintomas
Os principais sintomas da otite externa são o prurido, vermelhidão, inchaço, dor, exsudato, odor e normalmente, em função dos sintomas, o animal balança muito a cabeça e coça o ouvido. Em alguns casos, devido ao ato de coçar, ocorrem hematomas, dermatites e abrasões.

Em inflamações persistentes o canal auditivo se torna espessado e endurecido e, se não for tratado convenientemente, pode ficar totalmente ocluso, tornando quase impossível a sua recuperação.