CIDADE

Administração foi atrapalhada por dívidas herdadas de gestões anteriores
03/08/2015

DÍVIDAS HERDADAS ATRAPALHAM ATUAL GESTÃO, AFIRMA O PREFEITO




O prefeito Walter Gama Terra Júnior também esclarece o quanto às dívidas herdadas de gestões anteriores o impediram de realizar obras. “Herdei mais de R$ 18 milhões de dívidas, entre empresas e o Fundo de Previdência Municipal. Só para se ter uma idéia, quando assumi Ituverava estava inscrita no CADIN (Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público) e CAUC (Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias, antigo Cadastro Único de Convênios), que são como o Serasa para os município”, lembra.

“Além das estratosféricas dívidas, o município vivia uma epidemia de dengue, com cerca de 1750 casos, as ruas esburacadas e a frota do município totalmente sucateada, além de uma crise moral”, observa.

“Só para se ter idéia, com o valor que tenho utilizado para pagar dívidas de outras administrações, seria possível construir uma nova ETEC, um novo AME (Ambulatório Médico de Especialidades), uma nova ETE (Estação de Tratamento de Esgoto), asfaltar várias ruas e ainda sobrar dinheiro”, afirma Gama Terra.

O prefeito lembra ainda que praticamente toda a sua equipe veio da iniciativa privada, o que gerou algumas dificuldades para se adequarem à iniciativa pública. “Porém, lembro que sempre trabalhamos para dar uma nova filosofia administrativa para Ituverava, pregando a moralidade e a transparência”, afirma Gama Tarra.

Empresários
Gama Terra também lembra que no início da administração foi criticado por empresários que tinham contas para receber da prefeitura, e que a única maneira que encontrou de pagá-las foi o parcelamento. “Foi nossa única saída, porque a administração definitivamente não possuía condições de saldar as dívidas, e para recebê-las eles teriam que fazer a cobrança pela Justiça, o que demandaria um bom tempo para receber, além do mais, o Fórum ficaria abarrotado com o número de ações”

“Hoje, os empresário devem entender que foi o melhor de pudemos fazer. É bom lembrar que como as contas não eram do meu mandato, e eu não teria a responsabilidade de parcelar, mas pensei nos empresários e na acidade, pois prejudicaria o nosso comércio. Gostaria de salientar ainda que com o que pagamos mensalmente, haveria um folga de caixa para promovermos investimentos”, completa.