Hábito de comprar através de rede social já se tornou comumCom o freqüente crescimento do número de usuários da rede social Facebook, grupos voltados à venda, compra e troca de produtos se tornaram comuns. Através dessa ferramenta, que funciona como uma espécie de sessão de classificados online, os usuários podem encontrar o que procuram por um bom preço e até mesmo se desfazer daquilo que não precisam ou usam mais.
Como percebeu o crescimento de grupos desse tipo, o próprio Facebook passou a oferecer novos recursos para os negócios. Desde o início deste ano, os membros podem escolher a função "Venda" ao criar uma publicação. Com ela, é possível adicionar uma descrição ao que está sendo vendido, incluir um preço e definir um local de retirada ou entrega.
Os vendedores também podem marcar as publicações como disponível ou vendido e visualizar, de maneira mais simples, o catálogo de itens vendidos anteriormente.
Segundo a assessoria da rede, os novos recursos têm sido implementados em todos os grupos para vendas do Facebook, nas plataformas iOS, Android e Web.
Relação restrita entre consumidor e vendedor
O Facebook lembra, no entanto, que apenas compradores e vendedores são responsáveis pelas transações pelos grupos no Facebook, pois é uma relação restrita entre consumidor e o vendedor.
Ou seja, o Facebook não possui nenhum item de um vendedor em listas, por isso, se o consumidor tiver perguntas sobre aquilo que está comprando em um grupo no Facebook, deve entrar em contato com o vendedor.
Já aos vendedores, cabe descrever os itens que está vendendo e certificar-se que estão de acordo com a Declaração de Direitos e Responsabilidades e Normas Comunitárias do Facebook.
Vendas
O Facebook também está testando lojas virtuais dentro das páginas das mais variadas marcas de varejo online. Na prática, são pequenas lojas que dão às empresas a oportunidade de vender produtos diretamente na rede social. Ainda em fase de testes, esta nova empreitada já inseriu o botão “Comprar” em algumas fanpages. Com a novidade, a experiência de compra, desde a descoberta do produto até o pagamento do pedido, vai acontecer dentro da plataforma.
Executivos da rede
Os executivos da rede social esperam que, com isso, as marcas usem suas páginas de fãs não apenas para informarem os clientes, mas também para venderem diretamente a eles.
O comércio social, como está sendo chamada esta modalidade de compra e venda, ainda não tem o seu desempenho comprovado.
O Facebook está desbravando uma nova área e espera ter tanto sucesso nisso quanto tem com os anúncios, que já movimentam cerca de US$ 60 bilhões (R$ 180 bilhões) por ano.
Mudança do e-commerce
Com esta nova iniciativa, está acontecendo uma transição do comércio online. Pinterest e Twitter já criaram suas versões de lojas virtuais, adaptadas para a dinâmica das redes sociais. O Google também introduziu um botão de compra nos resultados de buscas. Agora, o Facebook está testando funcionalidades similares. A aposta é baseada no tempo que os usuários passam dentro da rede social, seja pelo desktop ou por aplicativos móveis.
Com exceção das gigantes do varejo, como Amazon e Wallmart, as demais marcas estão vivendo uma experiência similar aos sites de conteúdo. Estão cada vez mais hospedando seu conteúdo no Facebook para manterem suas visualizações e popularidade. Marcas e lojas menores podem precisar fazer o mesmo em breve, se quiserem continuar mantendo as vendas em alta.
Brasil está acima da média nas compras online por celulares
Com cada vez mais utilidades e aplicativos, os celulares do tipo smartphone têm sido uma alternativa também para fazer compras online. É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo site de compras coletivas Groupon. De acordo com o levantamento, que ouviu seis mil pessoas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e México, a média de compras online por dispositivos móveis nesses cinco países em conjunto é de 15,6%.
Individualmente, o Brasil está acima da média e tem a maior proporção de compras por celular entre os países avaliados. O índice de compras feitas por smartphone entre os entrevistados brasileiros é 20,6%. No México, que ocupa o segundo lugar, a freqüência das compras online pelo celular fica em 19,7%. Na Colômbia, é 17,2% e no Chile, 12,8%. A Argentina registrou o menor índice: 8%.
Mesmo se tornando populares, as compras por smartphone ainda perdem para as transações via computador pessoal. A média das compras por computador nos cinco países pesquisados é 78,7%. No Brasil, os usuários preferem o computador em 73,8% das ocasiões. O país fica atrás da Argentina, com 88,5% e do Chile, com 82,7%. Mas à frente de Colômbia, com 77,2% e México, com 71,4%.
Celular é opção para compras
O especialista em segurança da informação João Gondim, professor do Departamento de Computação da Universidade de Brasília, considera natural que o celular tenha se tornado uma opção para as compras. No entanto, ele alerta para o fato de que a plataforma é menos segura que o computador. “Você tem uma profusão de aplicativos e grande parte não tem mecanismos de segurança. Não tenho notícia de fraude em compras de celular, mas de forma geral é uma exposição maior”, avalia. Para ele, a segurança menor tem relação com a difusão recente dos smartphones.
“O computador acaba sendo um pouco mais seguro na medida em que tem uma série de práticas consolidadas. A maioria das pessoas vê um smartphone como um telefone”, afirma.
Para ele, se o uso do celular para transações online de fato se consolidar, os aparelhos podem se tornar mais seguros. “É uma questão de maturidade dos aplicativos e como são incluídos nos aparelhos”, diz, ressaltando que o usuário também deve tomar cuidados. “Conheço pouquíssimas pessoas que têm antivírus no celular”, destaca.
Preços
A pesquisa divulgada pelo Groupon trouxe ainda outras informações sobre os consumidores da internet. Segundo o estudo, no Brasil, o motivo para compras online citado com mais freqüência foram os preços mais atrativos, para 76,6% dos entrevistados. Em segundo lugar, com 63,5%, ficaram a praticidade e a conveniência. Em terceiro (52,9%), a facilidade e, em quarto (44,7%), a possibilidade de encontrar todo tipo de produto. Variedade e segurança tiveram, respectivamente, 30,4% e 22% das menções.
O levantamento mostrou também que os usuários estão se sentindo mais seguros para fazer compras online. No Brasil, um total de 37,8% se sente muito mais seguro do que há cinco anos, enquanto 39,45% se sentem um pouco mais seguros. Um percentual de 10,3% fazem de 71% a 80% de suas compras pela rede mundial de computadores. Só 2,4% fazem de 91% à totalidade de suas compras online. Por fim, 28,6% compram online uma vez por ano e 28,7% compram mensalmente.