BRASIL

Rio Piracicaba nesta quarta-feira (26) continuava com vazão abaixo da média (Foto: Thainara Cabral/G1)
27/08/2015

SECA NO RIO PIRACICABA PARA PASSEIOS DE BARCO PELO SEGUNDO ANO SEGUIDO




Os passeios turísticos de barco pelo Rio Piracicaba estão suspensos por tempo indeterminado por causa da baixa vazão do manancial. O serviço deixou de ser oferecido aos fins de semana na Rua do Porto, área central da cidade. É o segundo ano consecutivo que a atração é interrompida devido à estiagem.

A atividade é realizada desde 2008 e chega a transportar até 300 pessoas por dia na alta temporada. Em 2014, o serviço chegou a ser desativado por 8 meses. Na época, a crise hídrica forçou o pescador Luís Fernando Magossi, que é responsável pelo serviço, a transferir as saídas para o bairro Tanquan, em São Pedro (SP), onde há um "minipantanal".



Embora mais amena, a situação se repete em 2015. "No ano passado, foi a primeira vez que tivemos que parar o barcos por falta de condições. E há duas semanas (dia 15) voltamos a ter o mesmo problema, infelizmente. Para haver navegação segura é preciso que o rio tenha pelo menos 30 centímetros de profundidade. Há pontos em que ele supera os 90 cm, mas, em compensação, tem outros com menos de 20 cm", disse Magossi, que é conhecido na cidade como Gordo.



Plano B

Apesar da segunda interrupção consecutiva, o pescador não cogita desistir da atividade no Piracicaba. "É um sonho pelo qual lutei mais de 20 anos. Amo esse rio e gosto de levar pessoas para conhecê-lo. Como atualmente vivo do turismo, já tive que acionar o `plano B´, que é a reforma de barcos de alumínio. Os passeios no Tanquan não são tão procurados como no Piracicaba. Além disso, lá a vazão baixa todo ano em outubro, o que também impede o trabalho", citou.



Depois de 28 dias de seca na cidade, o Rio Piracicaba atingiu a menor vazão de 2015 por duas vezes, com 11 mil litros de água por segundo, nos dias 18 e 23 de agosto. As informações são do sistema de telemetria do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

Apesar das chuvas registradas na segunda (24) e terça-feira (25), a paisagem do manancial ainda está tomada por pedras aparentes na região central.

Em 2014, os passeios turísticos foram retomados em dezembro. "Sabemos que é preciso chover muito para o rio recuperar a vazão normal. Só espero que neste ano isso aconteça mais cedo", finalizou Magossi.

Fonte: g1.globo.com