O secretário municipal da Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias Embora o ano ainda não tenha terminado, o Brasil já registra o dobro de casos de dengue em 2015, se comparado ao ano anterior. Em 2014, foram 550.991, enquanto neste ano o número já ultrapassa 1,3 milhão. A região mais afetada é a Sudeste, que já soma quase 900 mil casos, segundo estatísticas do Ministério da Saúde.
Na região, a situação não é diferente. Ribeirão Preto, por exemplo, teve 3.596 casos confirmados no ano, sendo que a região oeste da cidade é a que concentra o maior número, com 1.153 pessoas contaminadas.
Ituverava, no entanto, graças ao constante trabalho desenvolvido pela Prefeitura, Secretaria Municipal de Saúde e população, vive uma situação tranqüila. Em 2015, foram registrados 80 casos da doença, sendo muitos deles importados, ou seja, a pessoa adquiriu em outra cidade.
Trabalho desenvolvido
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o secretário da Saúde, Dr. Gonçalves Aparecido Dias, fala sobre o trabalho que tem sido desenvolvido no município. “Fazemos uma parceria importante com a Sucen, que é a autoridade maior em termos de dengue, e seguimos suas orientações para o combate à doença, como a conscientização de todos os trabalhadores da saúde sobre a importância de prevenir a transmissão da doença, e orientação da população a respeito da necessidade de eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti”, afirma Dr. Gonçalves.
“Lembro que os nossos agentes de saúde visitam as residências dos bairros uma vez por mês, sempre orientando os moradores, e que dispomos de agentes de vetores, que têm seu trabalho focado na orientação da população e nas visitas domiciliares. Existe ainda a Vigilância Sanitária, que trabalha fazendo os mutirões de limpeza”, relata.
Reuniões
Ainda de acordo com ele, têm ocorrido reuniões com lideranças da cidade para que elas se envolvam no processo de conscientização da população sobre a necessidade de evitar os criadouros do mosquito. “Estamos trabalhando em silêncio, porque estamos preocupados, pois as chuvas vão chegar, e se não eliminarmos os criadouros do mosquito a dengue vai voltar a dar problemas”, afirma o secretário.
“Quero deixar bem claro que se a população não tiver consciência e colaborar, jamais controlaremos a doença. Se o morador fizer uma vistoria uma vez por semana em sua residência e eliminar possíveis criadouros do mosquito, o risco de uma epidemia diminui muito. Precisamos, ainda, que a população colabore conosco, informando possíveis criadouros dos quais não temos ciência. Para isso, é só comunicar a Vigilância Sanitária. Quero reafirmar que qualquer política de saúde que vise combate à dengue precisa da parceria com a população”, completa.