Fachada da agência da Caixa Econômica Federal de ItuveravaDesde a última terça-feira, 6 de outubro, bancos do Sindicato dos Bancários da Região de Franca, do qual Ituverava faz parte, estão em greve. A adesão acompanha a greve nacional, que conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. Ao todo, 6.251 agências de bancos públicos e privados, além dos centros administrativos, paralisaram suas atividades, em todo o país.
Os bancários de Franca e região haviam se reunido em assembléia dia 1° de outubro, na sede social do sindicato, para avaliar a contraproposta dos banqueiros às reivindicações da categoria.
Em negociação ocorrida entre os bancários e a Federação Brasileira de Bancos (Fenaban), dia 25 de setembro, os bancos apresentaram a proposta de reajustar os salários e demais verbas em 5,5%, mais um abono de R$ 2,5 mil a ser pago em uma única parcela. Para a PLR, a proposta foi manter o atual modelo, aplicando-se sobre as regras o mesmo reajuste dos salários.
O presidente do Sindicato da Região de Franca, Edson Roberto dos Santos, que faz parte das negociações da Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores de Crédito) com a Fenaban, fez um balanço das propostas dos bancos, ressaltando o ressentimento de toda a categoria que não é valorizada pelos banqueiros. O diretor Rogério Marques apresentou o histórico das negociações até o momento e fez algumas observações sobre as negociações com o Banco do Brasil.
A contraproposta da Fenaban foi submetida à votação do plenário, sendo rejeitada por unanimidade. “Estamos abertos ao diálogo. No dia 29 de setembro foi enviado um ofício à Fenaban, cobrando a reabertura das negociações e a apresentação de uma nova contraproposta à categoria, mas até agora só tivemos o silêncio dos banqueiros. Diante disso, não nos resta alternativa, a não ser cruzar os braços”, completa o presidente do Sindicato, Edson Roberto dos Santos.
Reivindicações
Os bancários reivindicam reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66. A Fenaban apresentou uma proposta de reajuste de 5,5%, com piso de R$ 1.321,26 a R$ 2.560,23.
Segundo Febraban, os clientes poderão fazer saques, transferências e outras operações por canais alternativos de atendimento, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativos no celular (mobile banking), telefone, além de casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos credenciados.