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Alta dos alimentos alavancou inflação de outubro em Ribeirão Preto (Foto: Antonio Luiz/EPTV)
20/11/2015

INFLAÇÃO ACUMULADA ATÉ OUTUBRO EM RIBEIRÃO PRETO SUPERA IPC DE 2014




A inflação acumulada entre janeiro e outubro deste ano em Ribeirão Preto (SP) atingiu a marca de 6,66%, aponta a Associação Comercial e Industrial (Acirp) nesta quinta-feira (19).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do município supera o registrado em todo o ano passado, de 3,95%, devido à elevação de preços em energia elétrica, combustíveis, taxa de água e esgoto, plano de assistência médica, ensino superior, leite e pão francês. Completam a lista ônibus urbano e automóvel novo.

Segundo o economista Fred Guimarães, o excesso de medidas de intervenção do governo na economia também influencia.

"A instabilidade política e econômica por que o país passa faz com que haja mais reajuste de preço e, como a gente vive em uma economia indexada, onde os preços são regulados por contrato, é normal que haja reajustes de preços periódicos", afirma.

Alta em outubro

Segundo o levantamento feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o mês de outubro teve inflação de 0,649%, o equivalente à soma das variações registradas em agosto e setembro.

Os itens que mais pesaram no cálculo mensal foram alimentos, habitação e transporte. O resultado só não supera janeiro - com alta de 1,47% causada por impostos e gastos com material escolar -, março - quando houve aumento da energia elétrica e IPC de 1,11% - e julho - que, com reajuste na tarifa de ônibus, teve índice de 1,38%.

O IPC de outubro deste ano ainda representa mais que o triplo do registrado no mesmo período em 2014, de 0,20%.

Desde janeiro, os itens que mais sofreram reajuste, segundo o estudo, foram chuchu (51,7%), manga (49,78%), berinjela (46,87%) e energia elétrica (41,10%).

"Todo mundo quer se proteger, todo mundo quer buscar receita. O empresário, quando olha pro mercado e acha que vai vender menos, tenta reajustar o preço na medida em que pode, vendendo menos mas ao menos vai garantir faturamento", diz Guimarães.

O encarecimento do custo de vida tem como efeito imediato a perda do poder aquisitivo do consumidor, que acaba gastando menos, o que repercute diretamente no equilíbrio das contas públicas.

"O efeito é terrível no mercado, porque as empresas vão faturar menos, o governo vai arrecadar menos. O governo tem uma estrutura fixa, não muda. Se arrecadar menos, vai ter déficit. É o que está acontecendo, aumenta o buraco fiscal."

Fonte: g1.globo.com