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Município perdeu 688 vagas com carteira assinada, segundo o Caged. No acumulado desde janeiro, cidade já fechou 4.435 empregos formais.
21/11/2015

EM 13 ANOS, OUTUBRO TEM PIOR ÍNDICE DE GERAÇÃO DE EMPREGOS EM RIBEIRÃO




Ribeirão Preto (SP) registrou seu pior outubro em geração de vagas em 13 anos, apontam dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na sexta-feira (20).

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged Estabelecimento), sobretudo graças ao mau desempenho do comércio e da construção civil, foram fechados 688 empregos formais no mês passado, número quase oito vezes pior do que o registrado há um ano, quando houve perda de 89 vagas.

Desde o início da série histórica, em 2003, este é o pior resultado, fato que o economista Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia e Administração da USP, atribui a à perda de redução da renda das famílias, à baixa nos investimentos das empresas e a reajustes de preços para tentar reequilibrar as contas do governo federal.

O levantamento também mostra que, no acumulado desde janeiro, a cidade já perdeu 4.435 postos com carteira assinada, situação inversa à de 2014, quando, no mesmo período, foram geradas 2.950 vagas.

Nas outras três maiores cidades da região, Franca (SP), Sertãozinho (SP) e Barretos (SP), os números também seguem em queda.

Comércio e construção em queda

Uma das bases da economia local, o comércio foi o que mais fechou vagas em outubro. Foram 275 postos a menos, graças a 2.457 desligamentos e 2.182 admissões.

Na construção civil foram 208 vagas fechadas, com 584 contratações, mas 792 demissões. Serviços aparecem na sequência, respectivamente com 122 e 86 postos a menos.

Apenas o setor de agropecuária apresentou resultado positivo, com geração de 3 vagas.

Outubro mantém o mau desempenho observado também em setembro e em agosto, quando a cidade perdeu 958 e 29 empregos formais.

Segundo Nakabashi, esses seriam meses que, em tese, a geração de empregos deveria aumentar em vez de cair.

"Você reduz os estímulos do governo, começa a cair o emprego e a renda, e reduz a demanda das famílias. É um cenário muito incerto e as empresas também começam a investir menos. Tudo isso explica esse cenário tão complicado que a gente está vivendo agora", afirma.

Região em baixa
Franca, Sertãozinho e Barretos também registraram fechamento de vagas em outubro, principalmente em função dos resultados da indústria e da construção civil.

Com 17 vagas a menos no mês, Franca teve seu pior desempenho na indústria, com 141 postos com carteira assinada fechados, e na construção, com 60. O período também foi de baixa para o comércio, com 18 postos a menos. Já os setores de serviços e agropecuária conseguiram manter saldos positivos de 188 e 14.

Com 302 vagas a menos na agropecuária e outras 194 encerradas na indústria, Sertãozinho fechou outubro com déficit de 474 postos. Além desses, construção civil (-30) e comércio (-1) tiveram resultados negativos. Apenas o segmento de serviços conseguiu ficar com resultado positivo de 53 vagas geradas.

Em Barretos, ao todo foram 186 postos de trabalho a menos no mês passado, sobretudo em função da desaceleração da indústria, com 134 vagas fechadas, e da construção civil, com baixa de 116 postos. O setor de serviços também fechou com queda de dez vagas, enquanto comércio e agropecuária conseguiram saldos positivos de 68 e 6.



Fonte: g1.globo.com(EPTV)