Agente de saúde faz vistoria em residênciaNo ano de 2015, o Brasil se tornou refém de um velho conhecido: o Aedes aegypti. O mosquito pode estar bem próximo de você, em sua casa, local de trabalho, nas ruas, enfim, em qualquer lugar, e o pior, transmite doenças graves como dengue, chikungunya, o vírus zika e a síndrome de Guillain-Barré.
O mosquito voltou com força total, e boa parte da responsabilidade é da própria população, que nem sempre faz sua parte, que é eliminar os criadouros do Aedes aegypti em suas próprias casas e quintais.
Por isso, mais do que nunca, a população deve ter consciência da importância de suas ações no combate ao mosquito Aedes aegypti, pois somente assim o país se verá livre deste problema que tem preocupado as autoridades. Lembre-se, você e seus familiares não estão livres destas doenças terríveis, mas depende da sua boa vontade evitá-las, conscientizando-se que a responsabilidade é de todos.
Síndrome de
Guillain-Barré
Em meio ao surto de casos de microcefalia, outra complicação associada ao vírus zika, que é transmita pelo mosquito Aedes aegypti, tem deixado médicos e autoridades de saúde em alerta no Nordeste e em outras regiões do país, é a síndrome de Guillain-Barré, uma doença rara que gera fraqueza muscular e pode causar paralisia.
O Ministério da Saúde admite que houve um avanço dos casos, mas diz não ter dados nacionais. Levantamento com dados das secretarias de Saúde, no entanto, aponta ao menos 554 casos notificados pelos hospitais, aos gestores de saúde no Nordeste, a maioria entre maio e outubro.
Já foram confirmados 165 casos. Os demais permanecem sendo investigados.
O Estado com mais notificações é a Bahia, com 156 casos (65 confirmados e os demais em investigação). Em seguida, vem Pernambuco, com 127 registros (46 confirmados e 81 em apuração).
Além do Nordeste, Estados de outras regiões com circulação de zika (18 já têm casos autóctones) também já investigam aumento nos registros. No Rio de Janeiro, há quatro casos suspeitos.
Segundo o infectologista Carlos Brito, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), o período de maior identificação dos casos coincide com o possível pico de uma epidemia que, até então, era tida como só de dengue. “O fato mostra que a maior epidemia que tivemos aqui em Pernambuco foi efetivamente de zika”, afirma.
Isso porque a síndrome de Guillain-Barré costuma aparecer de quatro dias a quatro semanas após um quadro de infecção.
Causas mais conhecidas
Entre as causas mais conhecidas de transmissão estão o citomegalovírus e o vírus Epstein-Barr, porém os exames dos novos casos deste agentes têm sido descartados. Ao mesmo tempo, crescem os relatos de uma associação da síndrome ao vírus zika, transmitido pelo Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da chikungunya.
No Recife, a confirmação ocorreu após análise de quatro pacientes que desenvolveram a Guillain-Barré semanas após apresentarem sintomas "brandos" que sugeriam uma infecção pelo zika, como manchas vermelhas, coceira e dores no corpo.
Em nota, o Ministério da Saúde diz que a ocorrência de Guillain-Barré continua a ser investigada, mas admite que "a infecção pelo zika também pode provocar a síndrome".
Causas e tratamento
Segundo o neurologista Marcelo Adriano Vieira, do Instituto de Doenças Tropicais do Piauí, há uma dificuldade em detectar o vírus porque, semanas após a infecção, a identificação só ocorre em poucos casos e com exames complexos.
O desenvolvimento de testes rápidos para o zika é uma das apostas do Ministério da Saúde para acompanhar melhor possíveis complicações relacionadas ao vírus.