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Dor abdominal pode ser sintoma da Doença de Crohn
02/01/2016

DOENÇA DE CROHN PREJUDICA INTESTINO DELGADO E GROSSO


Dependendo da região afetada, a Doença de Crohn pode ser chamada de ileite, enterite regional ou colite

Doença inflamatória séria do trato gastrointestinal, o Crohn afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon), mas também pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.

É uma doença crônica e provavelmente provocada por desregulação do sistema imunológico, ou seja, da defesa do organismo. A Doença de Crohn inicia-se mais freqüentemente na segunda e terceira décadas de vida, mas pode afetar qualquer faixa etária.

Como a Doença de Crohn se comporta como a colite ulcerativa (em geral, é difícil diferenciar uma da outra), as duas doenças são agrupadas na categoria de Doenças Inflamatórias Intestinais (DII).

Diferentemente da Doença de Crohn, em que todas as camadas estão envolvidas e nas quais pode haver segmentos de intestino saudável normal entre os segmentos do intestino doente, a colite ulcerativa afeta apenas a camada mais superficial (mucosa) do cólon de modo contínuo.

Dependendo da região afetada, a Doença de Crohn pode ser chamada de ileite, enterite regional ou colite. Para reduzir a confusão, o termo Doença de Crohn pode ser usado, para identificar a doença, qualquer que seja a região do corpo afetada (íleo, cólon, reto, ânus, estômago, duodeno).

Incidência
Ainda não se sabe qual a incidência da Doença de Crohn no Brasil, mas estima-se que existam mais de 2 milhões de pacientes de DII nos Estados Unidos. Os homens e as mulheres parecem ser afetados em igual proporção.

Apesar de a Doença de Crohn e a RCUI acometerem indivíduos de todas as idades, elas predominam em jovens, sendo quase todos os casos diagnosticados antes dos 30 anos.

Calcula-se que nos Estados Unidos pelo menos 200 mil crianças e adolescentes com menos de 16 anos sofram dessas doenças.

Sintomas
Os primeiros sintomas da RCUI são evacuações diarréicas que freqüentemente têm sangue, desejo urgente de evacuar e odor fétido. A diarréia pode se desenvolver lentamente ou começar de maneira súbita, podendo haver também dores articulares e lesões na pele.

Na Doença de Crohn, a dor abdominal e a diarréia freqüentemente surgem após as refeições. São comuns dores articulares (dores nas juntas), falta de apetite, perda de peso e febre. Outros sintomas precoces da Doença de Crohn são lesões na região anal, incluindo hemorróidas, fissuras, fístulas e abcessos.

Diagnóstico
Não existe exame específico para identificar a Doença de Crohn e outras DII, mas os pacientes podem ser submetidos à radiografias com bário (da parte alta - trânsito intestinal ou da parte baixa - enema opaco) ou retosigmoidoscopia (retossigmoidoscopia) e colonoscopia (tubo iluminado introduzido pelo ânus).

Não se conhece as causas exatas da Doença de Crohn e de outras DII. Sabe-se que não são transmissíveis e que ocorrem alterações das defesas do corpo nos portadores dessas doenças desencadeando o processo inflamatório.

Pesquisadores não verificaram qualquer gene específico que possa “transmitir” a Doença de Crohn e outras DII. Portanto, não são consideradas genéticas. Mas existe a tendência a se apresentar com mais freqüência em membros de famílias em que já se registram casos dessas doenças.

Tensão Emocional
Tendo em vista que o corpo e mente estão relacionados, à tensão emocional pode influenciar no curso da Doença de Crohn, da colite ulcerativa ou de qualquer doença.

Apesar de conflitos emocionais ocasionalmente precederem o surgimento ou a recidiva de uma DII, isso não significa, necessariamente, que eles foram a causa. É provável que a angústia sentida pelas pessoas com Doença de Crohn e outras DII seja uma reação aos sintomas dolorosos e limitações decorrentes da enfermidade.

Medicamentos
Os medicamentos mais utilizados para tratar a Doença de Crohn e outras DII são a sulfasalazina, a mesalazina e os corticóides. Todos reduzem a inflamação. A sulfasalazina é usada para tratar sintomas leves e moderados de ambas as enfermidades e para tentar impedir a recidiva deles, uma vez que se tenha obtido a remissão (diminuição da intensidade).

Os corticóides são administrados quando os sintomas da Doença de Crohn são mais severos; sua dose é diminuída lentamente até ser descontinuado quando da melhora dos sintomas.

Outros medicamentos utilizados para tratar a Doença de Crohn são a azatioprina e a 6-mercaptopurina - drogas imunossupressoras que tentam reduzir os sintomas, fechar as fístulas e diminuir ou eliminar a dependência de algumas pessoas aos corticoides.

O metronidazol tem sido útil para o tratamento das complicações perianais da Doença de Crohn e os antibióticos também são usados para combater infecções locais.

Os anti-TNFs, medicamentos biológicos, vem sendo utilizados com resultados excelentes em vários pacientes com indicação específica - desde 1999 para Doença de Crohn, e desde 2005 para colite ulcerativa.

Cirurgia
A cirurgia pode ser necessária na Doença de Crohn quando o tratamento clínico é ineficiente no controle dos sintomas ou quando há uma complicação tal como obstrução intestinal. A cirurgia pode permitir ao paciente permanecer livre de sintomas, mas não objetiva a cura da Doença de Crohn, já que a recidiva é muito freqüente no próprio local ou nas proximidades de onde ela foi realizada (anastomose).

Na Colite ulcerativa a eliminação cirúrgica de todo o cólon e do reto (proctocolectomia total) proporciona uma cura definitiva. Na maioria dos casos deve-se realizar uma abertura artificial do íleo na parede abdominal (ileostomia), pela qual o excremento sai e é coletado em uma bolsa aderida à pele.

Existem cirurgias recentes nas quais se cria uma bolsa de íleo no interior do abdome para coletar as fezes. Com essas cirurgias torna-se desnecessário o uso da bolsa. Uma delas consiste em uma ileostomia “continente”, na qual se constrói uma bolsa de íleo dentro da parede do abdome, devendo ser esvaziada regularmente através de um pequeno tubo que ultrapassa a “Válvula”.

Outro tipo de cirurgia é a anastomose íleo-anal, na qual se conserva o reto (elimina-se apenas a capa de mucosa interna), que passa a ficar unido a uma bolsa feita com íleo. Isso permite ao paciente evacuar normalmente, preservando o uso dos músculos retais.

Doença de Crohn possui diversos tipos de sintomas
A Doença de Crohn habitualmente causa diarréia, cólica abdominal, freqüentemente febre e, às vezes, sangramento retal. Também podem ocorrer perda de apetite e perda de peso subseqüente.

A diarréia pode se desenvolver lentamente ou começar de maneira súbita, podendo haver também dores articulares e lesões na pele. Na Doença de Crohn a dor abdominal e a diarréia freqüentemente surgem após as refeições.

São comuns dores articulares (dores nas juntas), falta de apetite, perda de peso e febre. Outros sintomas precoces da doença de Crohn são lesões da região anal, incluindo hemorróidas, fissuras, fístulas e abscessos.

Algumas vezes a inflamação e as úlceras podem penetrar nas paredes dos intestinos, formando um abscesso (uma coleção de pus). Poderá também se formar uma conexão anormal com outras partes do intestino ou de outros órgãos, o que é chamado de fístula.

Podem ocorrer sintomas que não têm nada com o trato digestivo. Tanto a Doença de Crohn quanto a retocolite ulcerativa podem causar problemas em outras partes do corpo. São eles: artrite, aftas, febre, problemas oculares e problemas de pele.

Onze erros que aceleram crises de Crohn
Negar a doença

Tomar medicamentos só nas crises

Automedicar-se

Ingerir pouco ferro e vitaminas

Beber pouca água

Consumir muitas fibras,leite e derivados

Abusar de alimentos gordurosos e picantes

Passar muito tempo sem comer

Não controlar o estresse

Deixar a higiene bucal de lado

Fumar e ter uma rotina sedentária