Simulador de trânsito instalado na Auto-Escola do RonaldoEm comunicado emitido na última semana, o Ministério das Cidades afirma que mais de 3,5 mil Centros de Formação de Condutores (CFCs) já utilizam o simulador de trânsito em todo o Brasil. O uso da máquina, cuja unidade pode custar R$ 40 mil, tornou-se obrigatório em todo o país desde 1º de janeiro. No Estado de São Paulo, a obrigatoriedade começou em 14 de dezembro de 2015.
Em Ituverava, até o momento já possuem o simulador o Centro de Formação de Condutores (CFC) Rabelo e a Auto-Escola do Ronaldo, que são as responsáveis pela realização dos cursos teóricos
Segundo o governo, a exigência do uso do simulador na formação de novos motoristas foi feita “a pedido da maioria dos Detrans” pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).
Das 25 horas de aula que o aluno deve registrar antes de fazer o teste prático para tirar a carta tipo B (carros de passeio), pelo menos cinco (ou um máximo de oito) terão de ser feitas em simuladores, e uma aula e obrigatória em situação de condução noturna.
Segundo o Detran-SP, o simulador permite superar as condições de aprendizado de uma aula tradicional, ao volante de um veículo. “A grande vantagem é fazer o aluno conhecer, na prática, os métodos de direção defensiva à noite, sob chuva, em rodovias e até em emergências. São condições que nem sempre é possível colocar em prática nas aulas tradicionais”, afirmou Daniel Annenberg, diretor-presidente do Detran-SP.
Custos
Por causa do custo, alguns donos de auto-escolas estão preocupados com a obrigatoriedade, pois isso faria com que o custo da CNH fosse elevado, para que o valor investido no equipamento fosse recuperado.
O Sindicato da categoria, porém, diz que o preço da hora-aula pode ficar até 30% mais em conta, ao mesmo tempo em que CFCs podem economizar com gastos de combustível e manutenção de carros.