Documento vale para ano fiscal que começa em 1º de outubro. Congresso, controlado pela oposição, não deve aprovar proposta.O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, revela seu orçamento final da Casa Branca nesta terça-feira (9) com um plano para o ano fiscal de 2017, que vai colocar suas propostas de despesas para prioridades que vão do combate ao Estado Islâmico à ajuda aos mais pobres.
O orçamento para o ano fiscal com início em 1º de outubro é em grande parte um documento político e é improvável que seja aprovado pelo Congresso controlado pelos republicanos.
Mas dá ao presidente democrata, que deixa o cargo em janeiro, a chance de fazer um último arremesso para o financiamento em questões como educação, reforma da justiça penal e criação de empregos.
"Esse documento [...] será a visão final de como o presidente estabelece o futuro fiscal para o país", disse Joel Friedman, vice-presidente para a política fiscal federal, no Centro de Orçamento e Prioridades Políticas.
"Eu não acho que ninguém espera que seja aprovado este ano. Os republicanos não irão abraçá-lo, mas isso não significa que não vai ser um documento útil."
O Congresso pode avançar em elementos do orçamento sem endossar toda a proposta, que pode pedir cerca de 4 trilhões dólares em gastos totais, em linha com a proposta de Obama para o ano fiscal de 2016 de 3,9 trilhões de dólares.
É provável que o orçamento que fique dentro dos limites de um acordo alcançado entre a Casa Branca e o Congresso no ano passado que levantou cortes obrigatórios em defesa e gastos domésticos.
Fonte: g1.globo.com